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Penhoras

Fisco contrata 300 empresas para vender bens penhorados

Paula Cravina de Sousa  
27/07/10 00:05

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1 leitores

Há uma forte adesão das empresas de mediação de venda de bens penhorados pelo Fisco, mas a crise também está a prejudicar este sector.

O Fisco conta com a ‘ajuda' de mais de 300 empresas para vender os bens que penhora aos devedores, com as mediadoras a aderirem em força a esta possibilidade de fazerem lucro com a penhoras do Estado. No entanto, a crise dificulta o negócio, de acordo com as empresas ouvidas pelo Diário Económico.

Segundo dados do Ministério das Finanças foram 537 as empresas que apresentaram uma candidatura para explorar esta vertente de negócio, registando-se "uma grande adesão por parte dos interessados", numa época em que as penhoras têm vindo a crescer. Estas empresas recebem, depois de concretizada a venda, uma comissão que pode variar entre os 1% e os 6% do valor da venda, apurou o Diário Económico.

Só no ano passado, por exemplo, foram marcadas 1,1 milhões de penhoras e no primeiro trimestre deste ano, foram agendadas mais de 214 mil e efectivamente penhorados mais de 42 mil bens. Actualmente então em venda no Portal das Finanças 21.118 bens, sendo a maioria - 15.722 - referentes a casas. A venda de carros tem um peso menor, com apenas 1.269 veículos em venda.

No entanto, a crise está a dificultar, como noutros negócios, a rentabilibilidade deste sector. José Tavares da Leilovedras Leilões, Lda., que vende todo o tipo de bens penhorados, desde casas a carros e outros bens, explica que "há muito pouco poder de compra nesta altura", pelo que "há grande dificuldade em vender estes bens".

O responsável adianta ainda que "há por vezes atrasos no pagamento das comissões pela Direcção-Geral de Impostos", que podem ir de seis meses a três anos. Outra das dificuldades encontradas refere-se às vendas que acabam por ser anuladas e não se concretizar, implicando custos "que não chegam a ser pagos". Na mesma linha, Armando Correia da 4Elemento, Leilões e Avaliações, Lda, refere que "a venda de carros teve uma grande quebra, tal como no restante mercado".

"Só com viaturas não dava para ter um negócio rentável", sendo "as máquinas e imóveis mais fáceis de vender", afirmou. Já Fernando Ribeiro, consultor da Domus Plaza, Sociedade de Mediação Imobiliária, Lda, afirma que trabalha "mais com investidores". "Há muita procura para pôr no mercado de arrendamento". Os imóveis vendidos por negociação particular são vendidos por preços muito abaixo do valor de mercado, pelo que se trata de um negócio atractivo para os investidores que depois arrendam as casas compradas.





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Comentários (17)

figueiredo , ovar | 02/12/11 23:12
É penoso para muitos o facto de verem os seus bens confiscados, por motivo de incumprimento ao fisco, devido a infortúnios da própria vida. Doenças, desemprego e outras. Em relação a estes a minha mais sentida solidariedade. outros há, e são muitos,que não têm dinheiro para cumprir com as suas obrigações fiscais, mas têm para carros topo de gama, férias além fronteiras e toda uma vida flauteada. A estes o estado não deve ter o mínimo de contemplações. Aos clubes de futebol, bom a estes e, caso sejam os grandes da nossa hurbe , mão de ferro. É uma ofença á moral pública os vencimentos que estão a ser praticados por estes clubes, se existe dinheiro para estes dezaforros tambem deve existir para cumprirem com as suas obrigações fiscais. a isto se chama equidade fiscal.


luis , | 28/07/10 06:53
E uma vergonha o estado ter perdoado elevadas dividas a determinadas empresas "especiais" enquanto por outro lado faz vida negra ao pequenitos.
isto parece-me um caso de pedofilia-politica.




pedro , lisboa | 27/07/10 12:42
há muita falcatrua. Espera-se que seja feita justiça já e se fôr o caso de prender quem andou a brincar com coisas sérias.


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