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O grupo de fiscalistas convidados pelo Governo quer reformular o IRS. Num relatório já entregue ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, defende a criação de apenas uma taxa no IRS e mexidas nas despesas que se podem apresentar.
A reformulação total do IRS é uma das propostas do grupo de trabalho que foi criado, em Janeiro, pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF), para estudar as políticas fiscais e a eficiência do sistema. Em causa está a criação de uma taxa única de IRS (flat rate), apontada como a sugestão mais radical, ou a redução dos actuais sete escalões de rendimento. Em qualquer das propostas, o objectivo é simplicar o actual modelo e garantir mais competitividade. A ideia é que a classe média venha a beneficiar de uma reforma do IRS, onde se propõe também rever o actual regime de deduções à colecta, apurou o Semanário Económico.
Os relatórios preliminares foram entregues, no final desta semana, pelos cinco subgrupos que dedicam análise específica a vários temas.E estão já nas mãos dos coordenadores do grupo de trabalho, António Carlos dos Santos, ex-SEAF, e António Manuel Ferreira Martins, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

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Comentários (10)
Façam como em França quem tem muito paga muito e quem tem pouco paga pouco ou nada...acabem com a corrupçao e com o sigilio bancàrio.
Se o País não oferecer oportunidades a quem aprende, trabalha e investe então não há economia. O discurso dos desgraçadinhos e dos loucos e que ganham muito por isso devem pagar mais de 50% de impostos, deixa o país num marasmo e prospera a vontade de economias paralelas. Se querem consumo para dar emprego a quem ganha pouco mas produz, tem de haver rendimento disponível e confiança para investir as poupanças em empresas, acções, negócios, casas, terrenos, agricultura, etc, etc, etc. Não é solução, depositar o dinheiro e viver dos juros, isso não aumenta a Formação Bruta de Capital fixo, nem ajuda quem ganha pouco ou está no desemprego. Só uma mentalidade mesquinha e invejosa e que não conhece Portugal é que pensa que isto é uma Suécia, ou uma Dinanmarca. Sinceramente, deixem a pouca Classe Média que ainda existe respirar e produzir oxigénio para as classes mais baixas poderem subir na escala ou sair da subsidio-dependência.
Será que o Manuel Faustino aprendeu algo com o nosso trabalho?
João Ramos
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