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Finsolutia prevê descida do preço das casas até 20%

Eduardo Melo  
26/01/12 11:40

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Gestora de crédito bancário quer reforçar presença em Portugal.

Os preços dos apartamentos do centro de Lisboa poderão descer "entre 10 e 20% este ano, enquanto nas periferias estamos perto de bater no fundo", defende o director-geral da Finsolutia, Nuno Silva, ao Diário Económico. "Vendem-se apartamentos nas periferias a valores entre 50 mil e 60 mil euros, mas no segmento de luxo os preços ainda se encontram relativamente elevados. As pessoas não têm salários para comprar essas casas", comenta o gestor, actualmente a viver em Madrid, apesar de a sede da Finsolutia se encontrar em Lisboa.

Especialista na gestão de crédito hipotecário para fundos de investimento internacionais, o responsável e fundador da Finsolutia reconhece a necessidade de haver ajustamentos no valor dos activos imobiliários detidos pelos bancos, mas afasta a existência de uma bolha imobiliária, como aconteceu no país vizinho. "Em Espanha, os preços caíram 50% face a 2007 mas, apesar dessa queda, os valores actuais estão o dobro dos praticados em 2000", caracteriza Nuno Silva.

No mercado português, o cenário não se compara. "Portugal tem excesso de oferta, mas os preços não subiram como aconteceu em Espanha", sublinha o gestor.

Presença reforçada em Portugal
O conhecimento de Nuno Silva do mercado financeiro e imobiliário português "é profundo" e até poderá melhorar, já que a Finsolutia pretende reforçar a presença em Portugal. "Estamos confiantes que iremos aumentar a presença em Portugal, não só na compra e venda de carteiras, mas também no apoio aos bancos nas suas securitizações", defende Nuno Silva.

Os serviços da Finsolutia consistem em assessorar "investidores na compra de carteiras de crédito imobiliário, isto no mercado privado. No mercado público, estamos a trabalhar com todos os bancos na montagem de operações de securitizações [vender créditos através de veículos financeiros]", explica Nuno Silva.

É através destas últimas operações que se libertam fundos e torna-se viável o recurso ao Banco Central Europeu. "Estamos empenhados em ajudar o sistema português com soluções que lhe permita obter melhores ‘ratings' para pedir dinheiro no BCE", sustenta Nuno Silva.

Na carteira actual de 550 imóveis sob gestão, que valem entre 30 e 40 milhões de euros, cerca 170 são imóveis em Portugal. Os restantes 380 são em Espanha. "Só em 2011 é que iniciámos actividade em Portugal, apesar de a sede da empresa se encontrar em Lisboa. Até então, éramos uma empresa de serviços 100% exportadora", explica Nuno Silva. "Esperamos chegar ao final deste ano com cerca de 120 a 150 imóveis em Portugal, porque vendemos, mas também entram novos apartamentos ao longo do ano", conclui.





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