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Na próxima semana, Portugal faz a primeira emissão depois do corte da S&P. Analistas consideram que a situação estabilizou mas ainda não normalizou.
Na próxima semana, Portugal vai continuar na mira dos mercados de dívida. Apesar do inevitável encarecimento do financiamento para o Estado, tendo em conta o recente comportamento da taxa de juro ('yield') das obrigações portuguesas, o sinal de confiança foi dado ontem pela voz do presidente do IGCP. "Portugal não terá dificuldade em responder às suas obrigações de pagamento que vencem em Maio, apesar do agravamento das condições de financiamento", afirmou Alberto Soares, citado pelo Wall Street Journal.
O optimismo é partilhado pelos especialistas contactados pelo Diário Económico, apesar de alertarem de que as condições dos leilões a realizar na próxima semana, e o consequente encarecimento do financiamento, dependeram do que acontecer nos próximos dias. "Não tenho dúvidas de que o Estado vai conseguir reembolsar os investidores, o preço é que vai depender das condições de mercado", sublinha o administrador da IMF, Ricardo Marques.
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