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Governo cancelou o concurso extraordinário para docentes contratados previsto para 2011.
Os sindicatos de professores prometem nova contestação ao nível da que levou 100 mil professores para a rua em 2008. Face ao cancelamento do concurso extraordinário para docentes contratados em 2011 com que o Governo se tinha comprometido e, tendo em conta os cortes anunciados para a Educação no OE/2011, FNE e Fenprof admitem acções de protesto, que podem ir além da greve geral de 24 de Novembro, onde já asseguraram presença.
"A luta dos professores vai conhecer a dimensão que já teve no passado", garante Mário Nogueira da Fenprof, perante o que diz ser o "desrespeito" pelo acordo firmado com os professores em Janeiro. "Não é de boa fé comprometerem-se com o concurso e, meses depois, anulá-lo". Ao Diário Económico, Mário Nogueira disse que a "luta" dos professores não se vai limitar à greve geral de 24 de Novembro: "Vamos discutir com os nossos colegas o que pode vir a partir daí. Pode ser um abaixo-assinado, uma concentração, manifestação ou greve".
João Dias da Silva, da FNE, diz que estas medidas do Executivo confirmam "a necessidade dos professores manifestarem a sua revolta e indignação". Por isso, defende que a greve geral deve ser "uma resposta firme e determinada" e não descarta outras formas de contestação. Hoje, os sindicatos reúnem com a tutela para analisar as medidas inscritas no orçamento.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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