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Governo e sindicatos iniciam hoje negociações salariais para 2010, com a proposta de aumentos zero como pano de fundo. Sindicatos rejeitam.
Governo e sindicatos iniciam hoje as negociações salariais para o ano de 2010. Esta primeira reunião conta já na mesa das negociações com a proposta de congelamento salarial, enquanto as três estruturas sindicais da Função Pública avançam com aumentos mínimos entre 2,5% e 4,5%. FESAP, Frente Comum e STE estão determinadas a exigir uma negociação salarial efectiva, aguardando uma postura de "abertura negocial" por parte do Executivo. Caso contrário, na mesa das negociações poderá vir a ser colocado o congelamento parcial, que já foi aplicado em 2004 e 2005.
O cenário é admitido pela Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) - central sindical próxima do PS e que propõe 3% de aumentos salariais -, não afastando a hipótese de congelamento apenas para os salários superiores. Objectivo: evitar a perda de poder de compra para os salários mais baixos.
O congelamento parcial verificou-se já em 2004 e 2005 e foi aplicado aos salários superiores a 1000 euros, registando-se aumentos de 1,5% e 2% para os montantes inferiores. Esta é considerada como uma hipótese em aberto, caso todo o processo negocial seja "inquinado", à partida, com uma eventual posição de intransigência.
"É uma possibilidade que não está fora de causa. É tudo possível. Todos podemos ceder um pouco para atingir objectivos", admitiu ao Diário Económico Nobre dos Santos, dirigente da FESAP.
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