Mais Lidas
Comunidade
Detentores da Liga Europa perderam por 0-4 e abandonam prova.
André Villas-Boas mal teve tempo de sentar-se entre Reinaldo Teles e Pinto da Costa. O treinador que o Porto projectou para o Chelsea como vencedor da Liga Europa, campeão nacional, ganhador da Taça e da Supertaça foi ao City of Manchester ver a 2ª mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa e, aos 25 segundos de jogo, já Agüero, depois de um passe errado de Otamendi, apontava o 1-0. O resultado final subiria até 4-0, num desafio com vários percalços para os portistas.
Era impossível pensar num pior começo de encontro para a equipa portuguesa, mas, apesar da contrariedade, o Porto não se descontrolou. Apostando na circulação de bola, tentou pressionar e surpreender os ingleses com a mobilidade do trio atacante formado por Varela, Hulk e James Rodríguez. Confortáveis na eliminatória, os britânicos faziam a gestão do ritmo na expectativa do que o adversário pudesse representar em termos de perigo. Touré foi travado por uma rápida saída de Helton, de imediato Varela entrou na área pela esquerda e perdeu o duelo com Joe Hart.
A vantagem deixava o Manchester City ainda mais tranquilo e sempre disponível para aproveitar espaços deixados pelo Porto, cujos remates não revelavam pontaria. Depois de um lapso de Lucho González, o espanhol David Silva desmarcou Agüero, este foi veloz a escapar-se, desviou-se da saída de Helton e, de ângulo difícil, rematou por alto, acertando na barra (29 m).
Sempre em esforço
A três minutos do intervalo, outra jogada rápida de contra-ataque com Silva na origem deixou Touré perto do 2-0, mas o lance acabou por perder-se. O futebol saía de forma fluente ao City, enquanto os campeões nacionais agiam sempre em esforço para criar desequilíbrios.
E o estilo não se modificou durante a segunda parte. Agüero permaneceu como referência preferencial para os passes longos de David Silva, a defesa portista não se entendia na forma de controlar o argentino. James ainda marcou (57 m), embora o lance fosse anulado pelo auxiliar por fora-de-jogo de Hulk. Mais tarde Maicon foi infeliz ao tentar o corte, acertou no olho esquerdo de Otamendi, deixou o argentino a sangrar e impedido de continuar (61 m). Vítor Pereira recompôs a defesa com a entrada de Sapunaru e aproveitou para colocar Cristian Rodríguez no lugar de Varela, mas o ataque só faria remates perigosos na parte final.
Do outro lado, Mancini apostou em Dzeko e seria o bósnio a desencadear a derrocada que durou dez minutos, valeu uma expulsão e três golos: o avançado marcou o 2-0 a passe de Agüero - exibição de luxo - e, por protestos, Rolando foi expulso (76 m); Silva fez o 3-0 (84 m) à boca da baliza, Pizarro foi o responsável pelo 4-0 dois minutos depois. O Porto perdia-se em Manchester, sofrendo a mais pesada derrota sob o comando de Vítor Pereira. "Golearam, mas nem mereciam ganhar", resumiu o técnico. "Encostámos o City às cordas", acrescentou Moutinho. Hulk teve mais pontaria: "Agora queremos ganhar o campeonato, é o nosso grande objectivo."
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





