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João Cordeiro deixou ontem um recado ao Governo: “Não é possível continuar a fazer campanha eleitoral com o sector do medicamento”.
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ANF exige que primeiro-ministro que recue na descida do preço dos medicamentos. Se Governo não ceder, consequências serão “desastrosas”.
Farmácias e laboratórios prometem guerra à intenção do Governo de descer em 6% o preço dos medicamentos, caso Sócrates não recue. Para a próxima quinta-feira está agendada uma reunião entre os representantes das farmácias e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) para alinhar estratégias de "retaliação" caso o Executivo mantenha a imposição de descida dos preços.
Ao que o Diário Económico apurou, está em cima da mesa a possibilidade das farmácias recusarem vender medicamentos aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou mesmo uma greve ao pagamento de impostos. Também a Apifarma já ameaçou retirar alguns medicamentos baratos do mercado. Medidas de protesto com um "impacto tão gravoso que não deviam sequer estar a ser equacionadas" mas que são inevitáveis face à situação, admitiu ao Diário Económico fonte do sector.
A Associação Nacional de Farmácias (ANF) e a Associação de Farmácias de Portugal (AFP) garantem que mais uma descida de preços - a sexta nos últimos cinco anos - provocará uma crise económica e financeira profunda no sector das farmácias, levando a falências e despedimentos.
Numa carta enviada a José Sócrates, na sexta-feira, o presidente da ANF, João Cordeiro, pede "a suspensão imediata" da medida. E aproveita para recordar ao primeiro-ministro que este lhe prometeu, em Outubro de 2006, na sequência de uma descida de 6% no preço dos medicamentos, "que seria a última vez que nos seria pedido tal sacrifício", pode ler-se na carta enviada ao Governo.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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