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O presidente da Caixa apontou hoje as causas para as dificuldades acrescidas que os países do sul da Europa enfrentam.
Fernando Faria de Oliveira afirmou hoje, no fórum da banca e mercado de capitais do Diário Económico, que "o pessimismo profissional não será o pior remédio", acrescentando que o sector terá de se superar para enfrentar os desafios.
O banqueiro referiu que o pacote de ajuda à Grécia veio atenuar a crise, mas "não resolveu o problema de fundo".
Abordando a falta de competitividade da Europa e as dificuldades acrescidas dos países do Sul da Europa e da Irlanda, Faria de Oliveira enunciou os grandes responsáveis: "Consumo exagerado, poupança insuficiente, endividamento excessivo, perda de competitividade de vários sectores". E, perante este cenário, sobressai a falta de investimento, acrescentou.
Para o presidente da CGD, um dos desafios que Portugal enfrenta é manter as contas públicas saudáveis, onde sublinha que os mercados são soberanos e seria necessário responder com a máxima urgência.
Sobre as contas nacionais, o banqueiro deixa um recado aos políticos: "O PEC é um processo contínuo e deve ser ajustado em função dos requisitos do mercado. Esta crise vai exigir novos modelos de crescimento, novos modelos de negócio. Temos de saber focar-nos."
"Não estou à espera de um modelo definido pelo Governo, cabe à sociedade civil definir onde quer actuar", disse.
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