Mais Lidas
Filipe Garcia, economista da IMF – Informação de Mercados Financeiros , diz que a inflação é mais um sinal de que "as famílias têm pela frente um 2011 difícil".
A inflação homóloga subiu 4% em Março. Mesmo a média dos últimos 12 meses já vai acima de 2%, a meta do BCE para o euro. Como se vão aguentar as famílias perante estas variações dos preços?
As famílias têm pela frente um 2011 difícil, devido a vários factores: subida de preços; subida de impostos; aumento das taxas de juro; subida de spreads e crédito mais difícil; maior rigor na atribuição de prestações sociais... A isto há que acrescentar eventuais medidas extraordinárias, ainda a divulgar, na sequência do pedido de ajuda externa. As famílias terão que se adaptar a esta redução do rendimento disponível, porque ela vai mesmo acontecer. E implicará algumas mudanças nos padrões de consumo, com restrições sérias para as de menor rendimento - sobretudo as que estão endividadas - e procura de escolhas mais eficientes.
A subida deve-se sobretudo à energia. O preço do petróleo vai estabilizar este ano?
Tudo indica que a tendência de alta das commodities em geral e do petróleo em Portugal deverá manter-se para já. O dólar fraco e uma eventual queda das obrigações a nível global, nomeadamente devida à própria inflação e ao fim do QE2 [quantitative easing] nos EUA poderá alimentar ainda mais o investimento em matérias-primas.
Com o programa de austeridade a la FMI, são expectáveis fortes quebras no consumo. Achas que isso poderá influenciar os preços, levando a taxa de inflação para valores mais baixos até final do ano?
Penso que não muito. A quebra do consumo tem pouco ou nenhum impacto nos preços dos bens transaccionáveis e são esses que estão a "puxar" pela inflação (energia, transportes e alimentação).
A inflação homóloga subiu 4% em Março. Mesmo a média dos últimos 12 meses já vai acima de 2%, a meta do BCE para o euro. Como se vão aguentar as famílias perante estas variações dos preços?
As famílias têm pela frente um 2011 difícil, devido a vários factores: subida de preços; subida de impostos; aumento das taxas de juro; subida de spreads e crédito mais difícil; maior rigor na atribuição de prestações sociais... A isto há que acrescentar eventuais medidas extraordinárias, ainda a divulgar, na sequência do pedido de ajuda externa. As famílias terão que se adaptar a esta redução do rendimento disponível, porque ela vai mesmo acontecer. E implicará algumas mudanças nos padrões de consumo, com restrições sérias para as de menor rendimento - sobretudo as que estão endividadas - e procura de escolhas mais eficientes.
A subida deve-se sobretudo à energia. O preço do petróleo vai estabilizar este ano?
Tudo indica que a tendência de alta das commodities em geral e do petróleo em Portugal deverá manter-se para já. O dólar fraco e uma eventual queda das obrigações a nível global, nomeadamente devida à própria inflação e ao fim do QE2 [quantitative easing] nos EUA poderá alimentar ainda mais o investimento em matérias-primas.
Com o programa de austeridade a la FMI, são expectáveis fortes quebras no consumo. Achas que isso poderá influenciar os preços, levando a taxa de inflação para valores mais baixos até final do ano?
Penso que não muito. A quebra do consumo tem pouco ou nenhum impacto nos preços dos bens transaccionáveis e são esses que estão a "puxar" pela inflação (energia, transportes e alimentação).
Notícias da mesma categoria
Comentários (51)
Publicidade
Acções do PSI 20





