Economia

30 Mai 2012

Famílias e empresas estão menos pessimistas

Económico
Famílias e empresas estão menos pessimistas

A confiança dos consumidores está a aumentar há quatro meses consecutivos.

Os indicadores de clima económico e confiança dos consumidores em Portugal voltaram a melhorar no último mês de Maio, apesar de estarem ainda próximos dos mínimos recorde recentes, divulgou esta manhã o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a mesma fonte o indicador de clima económico subiu para -4,6 em Maio de 2012 contra -4,7 no mês anterior e o indicador de confiança dos consumidores melhorou para -52,6 em Maio de -53,3 em Abril de 2012.

A confiança dos consumidores está a aumentar há quatro meses consecutivos, contrariando o movimento descendente observado desde finais de 2009.  O organismo refere que o aumento do indicador de confiança dos consumidores observado em Maio "resultou do contributo positivo de todas as componentes, com excepção das expectativas de evolução da poupança, destacando-se as perspectivas sobre a evolução da situação económica do país com o contributo positivo mais significativo".

O INE adianta que o saldo das expectativas de evolução da situação financeira do agregado familiar "aumentou desde Janeiro, embora de forma menos expressiva em Maio, interrompendo a acentuada trajectória decrescente observada desde o final de 2009". Em sentido contrário, a expectativa dos consumidores em relação à evolução da poupança "tem vindo a diminuir desde Março, depois de aumentar entre Dezembro e Fevereiro". 

O instituto faz notar que, relativamente às variáveis que não integram o indicador de confiança, as apreciações sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar "retomaram a tendência negativa observada desde o final de 2009, apresentando o valor mais baixo da série". O saldo das opiniões sobre a evolução da situação económica do país "aumentou de forma ténue em Maio, mantendo-se no patamar em que se encontra desde Dezembro.

Por outro lado, o indicador de clima económico recuperou ligeiramente entre Março e Maio, após registar o mínimo da série, adianta o INE, acrescentando que, os indicadores de confiança da indústria transformadora e dos serviços aumentaram, observando-se uma diminuição dos indicadores do comércio e da construção e obras públicas.

O indicador de confiança da indústria transformadora "recuperou nos últimos três meses, interrompendo a trajetória descendente iniciada em outubro de 2010", devendo-se ao contributo positivo das apreciações relativas à evolução dos 'stocks' de produtos acabados e das perspetivas de produção.

O indicador de confiança dos serviços "prolongou, em Maio, o movimento ascendente iniciado em Fevereiro, refletindo o contributo positivo de todas as componentes, apreciações sobre a actividade da empresa, opiniões sobre a carteira de encomendas e perspectivas de procura, mais significativo no último caso". Em sentido inverso, no comércio o indicador de confiança "diminuiu ligeiramente, após ter aumentado nos quatro meses anteriores, refletindo o agravamento registado no comércio por grosso, uma vez que no comércio a retalho se observou uma recuperação".

O indicador de confiança da construção e obras públicas prolongou a tendência negativa iniciada em junho de 2008, "devido ao agravamento de ambas as componentes, opiniões sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego", refere o INE.

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