Mais Lidas
O mal mantém-se: o malparado continua a subir e a concessão de crédito está em valores recorde, segundo dados do Banco de Portugal.
O Banco de Portugal revelou hoje que o crédito malparado na habitação subiu em Abril pelo quinto mês consecutivo e está agora a um pequeno passo dos dois milhões de euros (1,93 mil milhões).
A tendência de subida do malparado também é visível no crédito ao consumo. Aí o crédito de cobrança duvidosa aumentou para 1,12 mil milhões de euros.
No entanto, o crédito concedido para habitação e consumo não pára de aumentar, estando mesmo em valores recorde, um sinal do crescente endividamento das famílias portuguesas.
Em sentido contrário, os empréstimos concedidos às empresas estão no valor mais baixo desde pelo 2001. A taxa de variação anual ajustada a operações de titularização caiu de 1,8 para 1% em Abril.
O Boletim Estatístico do Banco de Portugal mostra ainda que os juros dos depósitos a prazo continuam a cair. Em Abril, a remuneração média destes produtos financeiros, com prazo máximo de um ano, desceu para 1,23%.
Acompanhe todas as notícias:
- Vendas de casas nos EUA sofrem queda histórica
- Factura energética do Estado supera os 500 milhões de euros
- Prazo de candidatura ao Porta 65 Jovem acaba hoje
- Governo admite não pagar prémios de gestão nos próximos anos
- Governo quer portagens em todas as SCUT mas isenta moradores
- "Tributar transferências para offshores é impraticável"
- Entidades públicas obrigadas a prestar informação orçamental
- Alemanha volta a pôr redução dos impostos na agenda
- Famílias continuam a pedir crédito mas falham pagamentos
- Retoma económica abranda pelo segundo mês consecutivo
Notícias da mesma categoria
Comentários (94)
malparado vai *****r isto tudo ATÉ A BARRACA OBAMA. Meus amigos, está aí para arrasar com tudo e todos. ...
Olá Bruno,
Continuemos o "ping-pong"...
2. Continua refugiar-se em semânticaQuando o importante seria deixar aqui transcrito a dita citação. Vai-me perdoar, mas julgo que "jogos de palavras" são pura perca de tempo.
7. Essa não é uma análise séria. Não o é relativamente ao meu comentário, muito menos quando aplicada á realidade.
O actual sistema financeiro é de uma enorme complexidade. E está elaborado numa síntaxe muito própria, tornando a sua descodificação objectivamente intrincada.
Basta atentar, por exemplo, nas inúmeras minutas utilizadas nos contratos de crédito. Ou na legislação que (des)regula o sector.
Quem trabalha na Banca é sujeito a inúmeras e constantes reciclagens.
Não me considero um incapaz, e confesso a minha dificuldade em descodificar alguns dos preceitos utilizados.
Como já havia afirmado, a densidade regulatória e legislativa tem uma finalidade óbvia: proteger o sector.
Sejamos sérios...
Cumps.
Olá nsp,
Obrigado pela sua resposta
2- Lamento, mas não. Levantar as respectivas transcrições será mais trabalhoso que aquilo que acho justo. Especialmente a transcrição afirmando algo que ele nunca disse.
3- Percebo aquilo que quer dizer. E tem razão. No entanto é difícil colocar esse tipos de mecanismos em prática.
Você pode considerar errado que a falência de um banco de cabo de uma economia inteira, mas sabemos historicamente que isso já aconteceu. Se o banco tiver dimensões suficientes consegue arrastar muitas empresas junto, logo, muitos trabalhadores dessas empresas, e por aí em diante.
Mesmo que um caso específico de um banco possa não ser tão desastroso quanto se teme, não é algo possível prever com exactidão pelos nossos legisladores, portanto é preferível que ser cuidadoso.
A noção da banca retribuir os esforço a sociedade, apesar de bela, difere de indivíduo para indivíduo. Alguns consideram que os benefícios inerentes da existência de um sector bancário forte é suficiente. Outros acham que deve de haver mais.
Este tipo de debates são puramente esotéricos, sem resultado mensuráveis.
Isto é o equivalente a dizermos "todos tem direito a um carro" mas não especificar quem irá dar esse carro nem com que dinheiro.
No entanto este não é o lugar para debater a praticabilidade de mecanismos específicos.
4- Parece que o seu ponto de vista seja enviesado segundo um determinado sentido. Nunca a nossa sociedade teve tamanha equidade e igualdade como agora. Apenas 100 anos atrás a noção de uma "classe média" era algo completamente novo. Apenas a 200 anos atrás, ou se era extremamente rico ou absurdamente pobre, com poucas pessoas no meio. 100 anos para um país não é nada.
Se olharmos para a evolução do mundo nos últimos 200 anos vemos que o mundo tornou-se mais rico, justo, livre, saudável e pacífico.
5- Isto é um fórum anónimo, você está em seu direito [e dever] de aceitar ou recusar qualquer informação aqui escrita conforme o seu juízo.
Deixo-lhe apenas que, se você acha que urbanismo e o mercado imobiliário nada tem haver com economia, você estará enganado.
7- Não confunda factos com opiniões. Apenas pode ser facto aquilo que é mensurável ou existencial. Ser "abusivo" não pode ser facto, apenas um ponto de vista.
Já agora, pergunto, você conhece algum país que não tenha o sector bancário fortemente controlado legalmente ?
Não quero dizer não possa haver um desequilíbrio no valor dado e recebido no sector bancário, não me acho competente suficiente para pronunciar-me quer a favor ou contra.
Apenas sei, que se eles seguem as leis dos mercados, qualquer desequilíbrio que haja, não será muito grande [em princípio]
7- Parece-me exagerado. A dívida apenas é algo mau quando a
Sr. Manuel: Já viu onde o seu problema foi parar??? Teorias, teses, avaliações de mercado, etc. etc. Vá por mim... Tire os cavalinhos da chuva enquanto é tempo e desenhe uma nova vida com o que conseguir retirar à voracidade dos advogados. Que são afinal que lhe move os processos em nome dos bancos.
Entendeu? Não tem outra saída.
Bem, pelo menos isto está animado e estão a surgir uns argumentos interessantes :)
JCR, portanto o que propõe é regulação estatal dos preços. Clarifico a minha posição: claramente a favor, e mais ou menos pelos mesmos motivos. Lanço só o alerta de que isso poderia originar um "mercado negro" do imobiliário e que, portanto, seria necessária uma fiscalização bastante musculada (ah, espera, lembrei-me agora que temos uma coisa chamada ASAE, portanto estamos na boa :) ).
Ao comentarista das 18:56, reconheço alguma generalização excessiva nas minhas palavras. Em todo o caso, continuam a existir casas demasiado caras à espera de comprador há anos e cujos preços, numa lógica de mercado puro, já teriam descido muito mais.
Ao nsp (e ao das 18:56) a proposta do JCR de forçar a regulação estatal dos preços poderia ser uma solução, retirando aos bancos a toada especulativa sobre o imobiliário.
caro José M Costa, Oeiras | 23/06/10 18:18, eu não sou nenhum perito e não sei como é que se iria resolver este problema, só dei a minha opinião, não tenho nada contra em haver casas caras, desde que a qualidade seja proporcional, mas é minha opinião e também penso ser opinião geral que as casas, o mercado imobiliário, tem preços acima da média dos salários dos Portugueses, e uma investigação deve ser feita por quem de direito, e relembro aqui também o que aconteceu quando os juros dos créditos à habitação vieram sempre a baixar e o crédito estava mais fácil, o preço das casas aumentaram, foi quase à boca cheia que os senhores deste negócio disseram do tipo "os juros baixam, os Portugueses podem-se endividar mais", até porque eles tinham logo o montante à cabeça, quem se tem depois que preocupar com dívidas são os compradores com os seus bancos, não estou contra o lucro, como é natural, mas não penso ser razoável os preços praticados, na Holanda, soube que os preços das casas aumentaram grandemente há uns anos atrás, e o governo teve que intervir, se isso é bom ou não, ninguém sabe, mas concerteza que se as casas fossem metade do preço que são agora, de certeza que não haveria mais oferta do que procura, nem o crédito mal parado seria tão gigantesco, eu sei que os impostos que o estado cobra desculpam muitas coisas, mas não são desculpa pra tudo!!!
Sejamos objectivos: Não é verdade que os preços das casas não desceram. Faça uma pesquisa no mercado e vai ver que não é assim. É verdade que existem determinadas zonas e casas novas que mantêm os preços e até subiram. Isso deve-se à procura e não por malvadez dos promotores, mas de gente endinheirada ou com outros interesses no negócio. Quanto aos arrendamentos, o preço deve-se principalmente à legislação existente. As poucas garantias que são dadas aos senhorios, leva-os a não arriscarem arrendar os seus apartamentos, logo, os que arriscam, pedem valores que poderiam ser inferiores. Nada melhor, que fazer um teste com a venda da sua casa, para perceber o dinheiro que irá receber e as dificuldades em a vender e ainda os entraves ao seu financiamento por parte do Banco. Experimente tentar arrendar o seu apartamento e verá como o cenário se apresenta em termos de garantias do recebimento da respectiva renda.
Nota: Não sou construtor e não trabalho em Imobiliárias. Fiz uma experiência com um apartamento e tirei as devidas conclusões.
JCR, vamos lá a ver, faz todo o sentido que o preço das casas varie consoante a zona. É evidente que uma casa com bons acessos (automóvel e transporte público) ou que fique "perto" de escolas, hospitais e zonas de comércio TEM de ser mais cara que uma casa que não reúna essas condições porque é mais apetecível. Ou, se preferir, a outra TEM de ser mais barata porque é menos apetecível.
Esses aspectos fazem parte do que a pessoa compra quando compra uma casa. Eu prefiro um T1 junto a uma estação de suburbanos de Lisboa que uma V7 no meio do deserto do Sahara...
Agora, concordo consigo num ponto: há aí muita casa que, para a combinação "qualidade da casa localização da casa" que tem, está demasiado sobrevalorizada no mercado. Mas a localização faz, tem de fazer, parte do preço.
Caro José,
1. Reconhecer-lhe-ia razão se a Banca se comportásse no mercado em livre concorrência, sujeita a regras e mecanismos a par com todas as outras entidades empresariais a actuar no sector empresarial privado. Não é o caso.
2. Há limites (ou deveria haver) para legitimar o lucro. O mercado de habitação, sendo um bem essencial, de que ninguêm pode ou quer prescindir, é sujeito a distorções graves, em benefício de quem nele actua a montante. E, á semelhança do que acontece com outros bens de primeira necessidade (como a água, electricidade, bems alimentares), acaba controlado em regime de oligopólio. O Estado transformou, aquilo que deve ser consagrado como um bem universal, num negócio privado. E entregou-o à Banca, e recentemente às redes imobiliárias. O negocio dos Bancos hoje, resume-se quase em exclusivo ao crédito á habitação e ás empresas do Estado. Aos cidadãos não resta alternativa. O Estado não actua como regulador, por vialegislativa, como é sua obrigação. Nem na compra, nem no arrendamento. Assistindo á especulação que grassa no sector.
3. De resto, as transacções imobiliárias continuam a constituir-se como uma das principais fontes de receita, directas e indirectas, do Estado, dos particulares, e em particular da Banca. O que naturalmente contribuí para a inevitabilidade da nossa inviabilidade enquanto nação. A menos que alguém invente forma de exportamos casas, só estamos a acelerar o caminho para o abismo.
4. Creio que, por princípio ético, assegurar o acesso a todos dos bens de primeira necessidade não deveria nunca ser sujeita ao mercado. Os lucros das empresas devem crescer e ser sustentados numa base de sã concorrência. E classifico de oportunista todo e qualquer negócio que forma preços por via da necessidade, logo de forma oportunística e especulativa.
Cumprimentos.
pro comentário feito às 23/06/10 18:15, eu mencionei a zona da Expo porque tem a ver com a questão em si, porque é que lá existem T2 com esse preço, é por ser uma zona nova, "in", ou é o quê??? Eu sei que existem outras zonas muito mais acessíveis, mas eu ter mencionado a zona da Expo e os preços lá praticados só prova que o sistema de preços na habitação está errado, paga-se a zona, em vez de se pagar a qualidade do produto em si, além de que muita gente se queixar que os preços praticados não estão de acordo com a qualidade das casas!!!
NSP, posso dar o benefício da dúvida e admitir sem reservas que o que diz sobre o oligopólio, os abusos da banca e as ajudas dos organismos estatais é verdade. Mas tudo isso e o "direito à habitação" (que pretende assegurar o direito ao ACESSO a um "tecto", e não a ser DONO de um imóvel) não confere legitimidade ao acto de quebrar um contrato de empréstimo recusando a amortizar a dívida contraída.
O Manuel que está na berlinda teve, objectivamente, azar (salários em atraso) e agora tem, objectivamente, um banco que tem a "razão" do seu lado (objectivamente, o Manuel deixou de pagar as prestações e isso tem um custo) mas que se esquece de uma coisa importantíssima chamada "responsabilidade social" que o deveria motivar a apresentar ao Manuel um plano concretizável de regularização da dívida. Manuel, só lhe posso dizer que tenha calma e não se precipite (eu sei, falar é fácil) porque a diferença entre cair nesse erro ou não pode ser brutal. Para o seu futuro. Para o seu bem.
JCR, tocou num ponto muito interessante. Existe de facto uma forte especulação no imobiliário, em particular em determinadas zonas como aquela que indicou. Como, ainda por cima, o mercado é estupidamente rígido, há dezenas de milhar de casas à espera de comprador mas os preços continuam na mesma! Quanto às rendas, a mesma coisa, até porque os dois mercados estão altamente relacionados. Se há especulação num, também há no outro.
Agora, não sei o que quer que o Governo faça. Está a sugerir uma regulação estatal do mercado imobiliário? Como regularia os ajustes directos entre particulares? Como evitaria aí a criação de um "mercado negro"?
Isabel ! explique lá isso melhor. O Banco tem prioridade sobre o Estado ? Diga-me qual a sua fonte de informação. Agradeço.
JCR ! Você não estará a confundir as coisas ? Quantas casas Tipo T2 quer por menos de 100.000 euros. Só está interessado na zona da Expo ? Olhe que também se vive noutras zonas mais acessíveis.
Cara Isabel,
É verdade o que diz quanto á garantia hipotecária.
Mas existem outras garantias, consagradas enquanto Direitos Universais.
Também é verdade que a Banca exerce uma pressão e coacção intoleráveis e ilegítimas sobre os clientes devedores. Que os leva, na maiore parte das vezes, a optar por não resistir, prescindindo dos seus direitos de defesa em favor de uma suposta tranquilidade. Que não raras vezes materializa em miséria.
Resistir permitirá ganhar o tempo suficiente para que o credor baqueie antes do devedor. A Banca, cumprindo critérios de mercado e equidade semelhantes a qualquer empresa, estaria falida. Não se pagam créditos a empresas falidas, entes de apurada a culpa e calculada a massa insolvente.
Cumprimentos.
já é complicado avaliarmos os "spreads" bancários, se são ou não justos, mas acho que ninguém aqui falou nos preços exorbitantes das casas, alguém anda a mamar à grande e à francesa, se por exemplo, as casas fossem metade do preço, acham que as pessoas se endividavam tanto??? A constituição diz que as pessoas têm direito a uma habitação, e sem estar a avaliar a real necessidade que as pessoas têm em ter uma casa nova, que sinto que é muito grande, eu pergunto, não estarão os construtores e as imobiliárias a ganhar rios e rios de dinheiro à conta de falsas premissas??? Como é que se podem justificar os preços exorbitantes que as casas têm, como é que pode um T2/T3, com qualidade duvidosa, ter um preço de 300 mil euros ou mais, no mínimo, por exemplo, na zona da Expo, e noutras zonas??? Quando é que o governo, duma forma séria e eficaz, tenta acabar com a corrupção existente neste sector??? Quando é que o governo se preocupa com os seus concidadãos e vai à raiz do problema, destas questões do crédito??? Crédito ao consumo pode ser evitado, sempre me ensinaram que não tens, não podes ter, agora que metem forte e feio a unha na habitação, lá isso é verdade, e ninguém se revolta contra isto, se é compra de casa própria, são os preços que são, se é o arrendamento, é quase meio salário médio ou mais, aonde é que nós iremos parar, quem é que põe mão neste roubo???
Caro Bruno,
A Banca não é um credor qualquer. Como bem saberá.
Funciona em oligopólio. Cobram spreads em função de estratégias concertadas. Redigem contratos e normas Legais abusivos, com o beneplácito do Regulador. Não brinquemos com coisas sérias.
O próprio Jean Claude Trichet veio há pouco a público afirmar que toda a Banca Europeia seria hoje passado não fossem as ajudas dos Organismos Estatais e Comunitários.
Que cobrem aquilo a que têm direito. Mas antes paguem o que devem aos cidadãos.
PS: O Direito à habitação é universal e está consagrado na Constituição da República. Bem como na carta dos Direitos do Homem.
Cumprimentos.
Publicidade
Acções do PSI 20






