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Em dez anos, a capacidade instalada na região passou de 35 mil de hectares para 46 mil.
"Houve uma grave falha no planeamento do desenvolvimento do sector desde há 15 anos a esta parte". Paul Symington gere uma empresa que é um caso óbvio de sucesso, mas não tem os olhos fechados para os problemas da região onde os seus activos estão implantados.
Para aquele responsável, os agentes envolvidos no Douro - Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Instituto do Vinho do Douro e Porto (IVDP), Casa do Douro e Ministério da Agricultura - "nunca se juntaram para discutirem o Douro". E enquanto esta falta de diálogo ecoava no côncavo dos montes, o Douro ia crescendo sem que ninguém lhe deitasse uma vista de olhos: "Em dez anos, a capacidade instalada na região passou de 35 mil de hectares para 46 mil". O que quer dizer que a produção de vinho subiu exponencialmente, colocando novos problemas aos produtores.
"Há uma clara falta de liderança", ao mesmo tempo que "o poder público prefere não se meter" numa região que lhe tem dado problemas que cheguem.
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Comentários (4)
Agradecia que me explicassem o que é feito do resto do comentário que escrevi em 12/09.
Acabo de ler este artigo e só consigo dizer: "Quem é que escreveu tamanho disparate?"
Sr. António Freitas de Sousa, se quer falar dos problemas do Douro, fale com quem os vive e não com quem vive à custa desses problemas.
Paul Symington –Preside ao maior grupo mundial de vinho do Porto, possuidor de 26 quintas no Douro (...) e mais não vale a pena citar.
Voltando agora ao comentário, diz ele que: "Em dez anos, a capacidade instalada na região passou de 35 mil de hectares para 46 mil"
Pergunto eu: " - Como é que alguém que tem 26 quintas no Douro, pode fazer tal comentário? Mais, como é que alguém que para além das 26 quintas que tem no Douro faz parte do grupo dos "tubarões" do Douro, pode publicar um artigo como este?
Para quem não sabe quem são os tubarões do Douro eu explico: - São aqueles que, produzem algumas das uvas que incoropram nas suas marcas, mas compram as restantes, ao desbarato, aos vitivinicultores do Douro que exploram e manipulam a seu belo gosto.
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