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Austeridade

Falta de entendimento arrasta negociações do OE para hoje

Márcia Galrão  
26/10/10 00:05

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As negociações entre Governo e PSD para a viabilização do Orçamento do Estado continuam hoje no Parlamento.

Ao terceiro ‘round' de reuniões continua sem haver fumo branco nas negociações entre PSD e Governo para viabilizar o Orçamento do Estado para 2011. Ontem, o dia foi marcado por um documento "fundamental" do PSD pela manhã e uma contra-proposta do Governo já ao final da tarde. Das duas delegações - a de Teixeira dos Santos e a de Eduardo Catroga - nem uma palavra aos jornalistas. O silêncio foi total.

Uma coisa é certa, se o anúncio de acordo chegar finalmente durante o dia de hoje, rivalizará com outra notícia de peso: a recandidatura de Cavaco Silva a Belém, cuja apresentação está marcada para o CCB às 20h. O Presidente pediu ontem "toda a abertura" ao PS para analisar as propostas do PSD. Segundo apurou o Diário Económico, o Presidente quer anunciar que é novamente candidato já com o fantasma de uma crise política totalmente afastado. Para isso, o seu homem de confiança - Eduardo Catroga - tem que garantir que o acordo com o ministro das Finanças é possível.

A nova reunião entre a delegação do PSD e a de Teixeira dos Santos está prevista para 12h00, mas mais uma vez não tem hora para terminar. Uma hora antes, o primeiro-ministro encontra-se com Pedro Passos Coelho, uma das reuniões com todos os partidos para preparar a cimeira europeia que começa quinta-feira em Bruxelas.

No domingo, ao que o Diário Económico apurou, ambas as partes já tinham aceitado cedências do lado da receita. É sabido que o PSD insiste na redução de um ponto percentual no aumento do IVA, passando a ser de 22% e não de 23% como o Governo propõe. Ontem, a parte da despesa foi mais delicada. De manhã foi a vez do PSD levar para a reunião um documento que caracterizou como "fundamental" e que levou a um atraso de uma hora no início do encontro no Parlamento. À tarde, o Governo deixou toda a gente à espera, incluindo a delegação social-democrata, num atraso de duas horas justificado com a "agenda institucional" do ministro, mas que terá sido aproveitado para analisar a proposta do PSD e delinear uma contra-proposta.

*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico





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