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O comportamento das acções da rede social criada por Mark Zuckerberg será hoje condicionado pela euforia dos investidores.
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O excesso de euforia em torno deste IPO leva a generalidade dos analistas a aconselhar os investidores a não comprarem acções no dia de hoje. Saiba o que fazer.
A euforia em torno da estreia do Facebook em bolsa já chegou às casas de apostas, com vários sites, como o Intrade, a disponibilizarem "jogadas" no comportamento que as acções vão registar neste primeiro dia de negociação. O fenómeno de popularidade também está espelhado nas prateleiras das livrarias, com o lançamento de vários livros que têm um objectivo comum: como ganhar com a empresa de Mark Zuckerberg. Mas tudo isso são apenas pequenos ‘fait divers' quando comparados com o teste que a rede social enfrenta hoje nos mercados, com a estreia das suas acções em bolsa.
Ao longo das últimas semanas assistiu-se a um crescente interesse dos agentes do mercado por este IPO, de tal forma que a empresa aumentou esta semana o número de acções disponíveis para a operação. Mas o excesso de optimismo e de popularidade do Facebook está a levar cada vez mais analistas a recomendarem prudência aos investidores.
Max Wolf, analista da GreenCrest Capital, resumiu ontem em declarações à CNBC, o sentimento geral:"OFacebook é muito difícil de avaliar, porque é um activo único. Há duas semanas atrás deixou de ser um assunto sobre a avaliação da empresa e a operação de entrada em bolsa para passar a ser um fenómeno cultural e dos media". Para este analista, "comprar Facebook é como comprar um bilhete da lotaria".
A generalidade dos especialistas aconselha os investidores a manterem-se afastados dos títulos da rede social durante os primeiros dias de negociação. A Reuters recorda que os IPOS são tradicionalmente eventos onde a volatilidade impera. E, além disso, as lições do passado aconselham a redobrados cuidados. Recorde-se que dos sete IPOS realizados no ano passado no sector das empresas de media e redes sociais apenas o LinkedIn está a negociar a um preço mais elevado do que o registado no fecho do dia de estreia das acções. Ainda assim, no caso do Facebook, alguns analistas consultados pela Reuters estimam que a cotação possa disparar até 30% no dia de hoje.
Para os investidores mais impacientes, que queiram ter já acções do Facebook em carteira, Carlos Almeida, ‘head of trading' do banco Best, recomenda que dêem ordens de compra com limitação de preço. ""Dada a volatilidade e as movimentações que poderão ocorrer no primeiro dia de negociação será importante os investidores acompanharem a evolução do título e limitarem o preço máximo que pretendem negociar". Ou seja, os investidores devem colocar um preço máximo para a compra, em vez de realizarem ordens sem preço. Com este procedimento, evitam fazer um investimento demasiado caro, caso as acções subam de forma vertiginosa durante o dia de hoje. Um conselho que é também partilhado por vários analistas estrangeiros, incluindo Jim Krapfel da Morningstar:"Comprar acções ao preço de fecho do primeiro dia negociação vai resultar num potencial de valorização muito limitado para os investidores de longo prazo", explica.
Para os investidores que não se importam de correr este risco e querem ser accionistas do Facebook a partir de hoje vale a pena lembrar os custos de negociação a que estão sujeitos. Na GoBulling, por exemplo, é cobrada uma comissão de dois cêntimos de dólar por cada acção, com um valor mínimo de 14 dólares. No Best, o custo é de cinco cêntimos por acção, com um valor mínimo de 14 dólares. Já no ActivoBank, a comissão é calculada com base numa percentagem (0,2%) do valor da operação, com um valor mínimo de 20 dólares. Também oBig prevê uma comissão mínima de 14,95 dólares para ordens até aos 12.500 dólares. Acima desse valor é cobrada uma comissão de 0,12% sobre o valor da operação. Todos os preços referidos são para ordens dadas pela internet.
No entanto, as acções não são a única forma de ganhar exposição à empresa de Mark Zuckerberg. Pode fazê-lo também através dos contract for difference (CFD).Estes instrumentos derivados permitem a acompanhar a evolução de um activo e apostar em duas direcções opostas: na valorização ou na queda da cotação desse mesmo activo. Vários operadores do mercado português disponibilizam a partir de hoje instrumentos deste tipo.
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