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“A humilhação foi-nos imposta. Não posso tolerar isto”, disse Georges Karatzaferis, o líder do partido Laos.
O líder do partido de extrema-direita da coligação governamental grega afirmou hoje que não vai aprovar o programa de austeridade exigido pelos credores da Grécia, a UE e o FMI para concederem um novo empréstimo ao país.
"Não vamos votar", disse o líder do partido Laos, Georges Karatzaferis numa conferência de imprensa, acrescentando: "A humilhação foi-nos imposta. Não posso tolerar isto".
Entretanto, no dia 27 de Fevereiro, o parlamento alemão vai vota o segundo pacote de resgate à Grécia.
"No seguimento dos acontecimentos, o Bundestag vai pronunciar-se a 27 de fevereiro, sobre a Grécia e sobre o apoio ao país" disse Volker Kauder, que lidera a bancada da CDU/CSU, o partido de Angela Merkel.
A chanceler reuniu hoje com os líderes dos grupos parlamentares de todos os partidos no parlamento, para lhes dar a conhecer os mais recentes desenvolvimentos na questão grega, depois de, na quinta-feira, os partidos que apoiam a coligação governamental grega terem chegado a acordo sobre novas medidas de austeridade.
Também na quinta-feira, os ministros das Finanças da zona euro, reunidos em Bruxelas, decidiram que a Grécia só poderá receber o segundo resgate depois do parlamento do país aprovar as medidas de austeridade e apelaram a Atenas para que encontre rapidamente forma de cortar os gastos em 325 milhões de euros, para que o Estado grego cumpra o objectivo do défice.
Para evitar a bancarrota, a Grécia necessita de receber o segundo resgate, de 130 mil milhões de euros, até 20 de Março, quando tem de pagar aos credores de dívida pública 14,5 mil milhões de euros. Já hoje, o porta-voz da chanceler alemã frisou que não é do interesse da Alemanha deixar a Grécia cair na bancarrota e que Berlim está a trabalhar tendo em vista "um futuro positivo" para a Grécia.
"O governo grego está a trabalhar para que a Grécia possa voltar a ter capacidade de pagar as dívidas e manter a competitividade. Esse é o interesse alemão. Um processo que muitos especialistas dizem ser completamente imprevisível e que acarreta diversos riscos não pode ser do interesse nem da Alemanha, nem da Grécia, nem da Europa", acrescentou Steffen Seibert, numa conferência de imprensa de rotina.
A Alemanha, a maior economia da zona euro e o maior contribuinte para os fundos de resgate da moeda única, tem vindo a defender mais austeridade e reformas estruturais para enfrentar a crise da dívida soberana europeia.
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