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Desemprego tornou-se “o grande problema” do país.
O FMI mostra-se cauteloso com a evolução das exportações e frisa a "incerteza" que a crise na zona euro causa em torno da economia nacional. E admite que o desemprego se tornou "o grande problema" do País durante a implementação do programa de ajustamento.
Apesar de acreditar que a recessão em 2012 será "mais suave do que o originalmente previsto", o FMI avisa que os riscos negativos para a economia portuguesa "não são triviais". E, nesse sentido, sublinha que as exportações, único motor de crescimento do país nos próximos anos, poderão vir a crescer menos que o previsto, "particularmente se a fraqueza da zona euro exceder as previsões".
Nesse sentido, aliás, a intensificação dos problemas na moeda única é considerada como um "factor de risco substancial" para os objectivos do programa de ajustamento. O Fundo lembra que as vendas portuguesas ao exterior ainda apresentam uma "elevada dependência" dos mercados europeus. E avisa que, caso Espanha entre numa recessão profunda, as perspectivas de crescimento em Portugal irão reduzir-se de forma "significativa".
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