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Medidas anunciadas ontem terão impacto limitado.
A actual conjuntura económica deixa pouca margem de manobra ao Governo para tomar medidas com impacto significativo no desemprego. Sem modo de financiar incentivos à contratação por parte das empresas, e sem qualquer hipótese de criar directamente postos de trabalho, o Executivo está quase de mãos atadas perante um problema que cresce a cada dia que passa, explicam os economistas contactados pelo Diário Económico.
As medidas destacadas pelo ministro da Economia no final do Conselho de Ministros - onde foi aprovado o Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego - têm um impacto fundamental: "Diminuem as listas de espera, isto é, facilitam o encontro entre a oferta e a procura de emprego", diz Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI. "Isto também é importante", garante, "mas o problema está a montante", alerta. É que a grande dificuldade do mercado de trabalho português está na criação de postos de trabalho, que não vai acontecer a ritmo significativo "enquanto não voltarmos a níveis acima dos 2% de crescimento", explica a economista.
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