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Declarações de Schaüble pressionaram acções europeias. Ideia de resgate a Espanha volta a ganhar força e alivia perdas.
No dia em que voltaram a surgir notícias sobre um resgate completo a Espanha, as bolsas do Velho Continente tiveram um desempenho negativo. Paris, Milão e Frankfurt deslizaram em torno de 1%, Madrid caiu 0,8%, depois de estar a perder mais de 1%. O principal índice português, o PSI 20, também não resistiu ao pessimismo e fechou a cair 1,68% para 4.881,62 pontos, numa sessão em que chegou a perder mais de 2%
O pedido de ajuda espanhol vai "implicar uma maior intervenção do BCE e dos fundos. Não surpreende e não deixa de ser uma boa notícia", referiu Filipe Garcia, economista da IMF, ao Etv.
"É provável que Espanha venha a pedir ajuda. Aquilo que o S&P disse ontem, ao abrir a porta a um resgate dizendo que não vai alterar o ‘rating' do país, acaba por ser um convite ao próprio pedido de resgate", acrescentou.
A marcar o dia estiveram ainda as declarações do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaüble, que deitou por terra qualquer aspiração grega no sentido de obter um prolongamento do programa de ajustamento por mais dois anos.
Para Filipe Garcia, o comentário de Schaüble não é para "levar demasiado a sério" porque "a decisão de deixar cair a Grécia do euro é uma decisão política". "Sabemos que em termos económicos não terá grande impacto. É sobretudo uma forma de pressionar a Grécia a aceitar as condições da ajuda", esclarece o responsável.
Nos mercados de dívida, os juros espanhóis subiam em todas as frentes, embora de forma menos acentuada depois de divulgada a notícia sobre o facto de o Governo espanhol estar a negociar há semanas as condições para um pedido de ajuda. No cambial, o euro apreciava 0,41% para 1,258 dólares. E o barril de ‘brent' valorizava mais de 1% para 116,17 dólares.
Por Lisboa, apenas duas das 18 cotadas escaparam à pressão vendedora (BPI e BES), com nota para os pesos-pesados: Galp e EDP recuaram mais de 2%, Portugal Telecom e Jerónimo Martins cederam quase 1%.
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