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Mercados

30 Mai 2012

Europa tomba mais de 2% em sessão negra, petróleo cai 3%

Alberto Teixeira
Europa tomba mais de 2% em sessão negra, petróleo cai 3%

Bolsas, euro, petróleo afundam. Agravamento da crise em Espanha e Grécia provoca fuga dos investidores dos activos de maior risco.

Pior do que preocupar-se com um problema é temer dois ao mesmo tempo. À situação da Grécia no euro, junta-se agora a incerteza chamada Espanha no centro da crise de dívida. Os receios de que o país vai ter mesmo de pedir ajuda internacional adensam-se de dia para dia, com os indicadores de percepção de risco espanhol a reflectir esses assombros: hoje voltam a subir para máximos de sempre. Itália pode vir a seguir.

Tudo somado e as praças europeias tiveram mais uma sessão para esquecer. As bolsas de Paris e de Madrid recuaram 2,2% e 2,6%, respectivamente. Também o DAX 30 de Frankfurt e o Mib de Milão cederam em torno de 2%. Por cá, o principal índice português, o PSI 20, caiu mais de 1% para 4.517,69 pontos, com pressão dos pesos pesados Galp, EDP e Portugal Telecom.

"A subida das ‘yields' no leilão italiano mostram os nervos dos mercados, que estão ainda afectados pela subida da probabilidade de saída da Grécia da zona euro e pelo aumento da pressão em torno do sistema financeiro espanhol", explicou Kai Fachinger, especialista da SAM Sustainable Asset Management, à Bloomberg.

Fora dos mercados accionistas são também evidentes os receios dos investidores em relação ao futuro do euro. A moeda única perdia quase 1% para 1,2396 dólares e o contrato genérico de ‘brent', que é referência para as importações nacionais, derrapava 3% para 103,54 dólares por barril, renovando mínimos de Dezembro do ano passado.

"Estamos a olhar para os mesmos factores financeiros que estão a influenciar o mercado do petróleo. As acções estão fortemente fragilizadas, o euro também, e o pessimismo em torno da Europa parece apenas agravar-se", considerou Stephen Schork, da Schork Group, à Bloomberg.

Em Lisboa, apenas o BPI, Cimpor e REN registaram ganhos, avançando 0,84%,1,57% e 0,1%, respectivamente. Ontem, a CMVM registou a OPA da Camargo Corrêa sobra a Cimpor, tendo decidido também que a oferta passou de voluntária a obrigatória. Já BCP, ESGF, Soneacom e Sonae Industria fecharam inalterados.

Mas foram as quedas da Galp, EDP e Portugal Telecom a ditar perdas mais acentuadas na praça nacional. A petrolífera nacional tombou 3,35% para 9,858 euros, ao lado da ‘telecom' e eléctrica nacionais, que recuaram 1,32% e 0,9%, respectivamente.

Outras notas negativas: Sonae, BES, Portucel e Semapa perderan mais de 2%.

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