Economia

30 Mar 2012

Europa espera que fundo de resgate seja "suficiente"

Luís Rego em Copenhaga
Europa espera que fundo de resgate seja

A Comissão Europeia e o BCE mostraram-se hoje satisfeitos com o alegado aumento do fundo de resgate do euro.

A Comissão e o Banco Central Europeu (BCE) mostraram-se hoje satisfeitos com o alegado aumento do fundo de resgate anunciado em Copenhaga pelos ministros de finanças da zona euro, acreditando que a UE pode ir para a reunião do FMI de cabeça erguida. Os europeus querem que os seus parceiros globais, como a China ou Brasil, aumentem a sua contribuição financeira para o FMI.

Olli Rehn, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, disse que estava "satisfeito com decisão". "É uma decisão duradoura e muito significativa", falando num total de protecção financeira do euro que chega a 800 mil milhões de euros.

Também Jorg Asmussen, o membro alemão do comité executivo do BCE, também se diz "satisfeito como o volume substancial" do fundo. Ambas instituições tinham pedido no passado aumentos do fundo de resgate muito superiores ao que acabou por ser acordado pelos ministros de finanças esta manhã.

Os ministros confirmaram a constituição de um fundo permanente de resgate da zona euro de 500 mil milhões de euros, que entrará em vigor em Julho deste ano. Este fundo será criado à margem dos pacotes de resgate para Portugal, Irlanda e Grécia, que ainda estão em funcionamento. Estes fundos já estão atribuídos a estes países e somam cerca de 300 mil milhões de euros. Ainda assim, os ministros juntam tudo para falar de um total de 800 mil milhões. Trata-se portanto de um aumento virtual do volume de protecção do euro.

Havia a expectativa, neste encontro de ministros de finanças em Copenhaga, que os 240 mil milhões de euros ainda disponíveis no FEEF (o actual fundo de resgate) fossem somados aos 500 mil milhões. Mas isso não ocorreu por objecção alemã, que foi tornada pública ainda ontem pelo ministro Wolfgang Schauble.

Esse montante, em garantias, poderá no entanto ser utilizado, em caso de urgência, para acelerar a constituição do capital do fundo permanente, mas não será cumulativo. O tecto máximo é sempre de 500 mil milhões, uma soma que está sobre a mesa desde o ano passado.

 

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