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Ao contrário do que pensam alguns políticos europeus, a sobrevivência da moeda única será jogada nos próximos meses.
Merkel bem gostava de aguentar _a situação mais ou menos como está até às eleições _do próximo ano mas é pouco provável que isso aconteça perante a pressão dos mercados sobre Espanha _e Itália e a repetida incapacidade dos gregos _em cumprirem os objectivos fixados pela ‘troika'. Assim, os europeus vão ter de responder definitivamente _a uma pergunta: querem _o euro?
Hoje é difícil _de acreditar que a resposta seja maioritariamente afirmativa. Nos países do sul, a moeda única é vista como a causa dos brutais planos de austeridade que estão a empurrar os países para a recessão e para _a subida do desemprego. Nos países do norte, salvar _o euro é sinónimo _de continuar a sustentar _os preguiçosos povos do sul. Esta divisão colocará problemas aos políticos dos vários Estados-membro para imporem as soluções para a crise que passam obrigatoriamente por mais Europa.
O caminho é o federalismo. O euro traz mais vantagens aos países europeus do que o seu fim. _E para o salvar deve-se avançar com mais integração económica _e política. É natural que _os povos europeus tenham os actuais sentimentos sobre o euro. Isso só prova a incompetência dos políticos que não lhes conseguem explicar as vantagens _da moeda única.
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