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Depois de ter tirado Van der Wiel do caminho, Ronaldo bisa frente à Holanda: actuação de luxo garantiu o apuramento da selecção.
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Tal como sucedeu a Zidane ou Figo, as exibições dos melhores tornam a prova mais atraente e consolidam o respectivo potencial mediático.
A Alemanha estava a perder e em dificuldades para bater a República Checa na final do Euro'96. Avançado da Udinese, Oliver Bierhoff, cuja estreia pela selecção sucedera em Fevereiro desse ano frente a Portugal, saiu do banco, marcou por duas vezes e, pela regra de então, o segundo foi o golo de ouro que colocou, de imediato, termo à final, no prolongamento. Dois anos depois, trocava o Estádio Friuli por San Siro, a camisola branca e negra pela rossonera do Milan.
Então com 24 anos, Bierhoff é um exemplo de alguém cuja carreira sofreu importante mudança em função também do que fizera no Campeonato da Europa. Noutros casos, como o do francês Zinedine Zidane, campeão mundial e europeu em 1998 e 2000, ou de Fernando Torres, decisivo no jogo que deu à Espanha o título europeu em 2008, o mediatismo foi alcançado antes do sucesso nas competições internacionais.
Para Uriel Oliveira, director da Cision, "a presença numa fase final do Europeu não representa uma alavancagem mediática para os jogadores já consagrados" mas, reforça, "consolida o seu potencial mediático."
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