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As taxas que os bancos cobram entre si nos empréstimos em euros renovaram hoje mínimos de um ano.
A expectativa em torno de uma operação de cedência de liquidez ilimitada a três anos que o Banco Central Europeu (BCE) vai realizar no próximo dia 29 de Fevereiro - de modo a garantir o normal funcionamento das instituições afectadas pela desconfiança no sistema financeiro, permitindo melhores condições de acesso ao crédito a famílias e empresas - continua a pressionar as taxas Euribor.
Foi neste clima que a taxa a três meses, que serve de indicador do apetite por risco da banca, além de influenciar os juros dos certificados de aforro e o custo de financiamento de muitas empresas, desceu hoje até aos 1,014%, um mínimo de Janeiro do ano passado, aproximando-se cada vez mais da barreira de 1%, igualando a taxa directora do BCE.
Também a Euribor a seis meses, que em Portugal é muito usada no crédito à habitação e como indexante dos juros de alguns depósitos, diminuiu para 1,309%. No mesmo sentido, a maturidade a 12 meses recuou para 1,642%. Ambos os indexantes já caem de forma ininterrupta há 46 sessões.
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