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As taxas que os bancos cobram entre si nos empréstimos em euros renovaram hoje mínimos de um ano.
A taxa a três meses, que serve de indicador do apetite por risco da banca, além de influenciar os juros dos certificados de aforro e o custo de financiamento de muitas empresas, desceu hoje até aos 1,021%, um mínimo de Janeiro do ano passado, aproximando-se cada vez mais da barreira de 1%, igualando a taxa directora do Banco Central Europeu (BCE). O indexante já cai de forma ininterrupta há 45 sessões.
Também a Euribor a seis meses, que em Portugal é muito usada no crédito à habitação e como indexante dos juros de alguns depósitos, diminuiu para 1,315%. No mesmo sentido, a maturidade a 12 meses recuou para 1,648%.
As quedas das Euribor reflectem a expectativa em torno de uma operação de cedência de liquidez ilimitada a três anos que o BCE vai realizar no próximo dia 29 de Fevereiro, de modo a garantir o normal funcionamento das instituições afectadas pela desconfiança no sistema financeiro, permitindo melhores condições de acesso ao crédito a famílias e empresas. É a segunda operação do género desde Dezembro.
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