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08 Jun 2012

Euribor a 6 meses volta às quedas

António Sarmento
Euribor a 6 meses volta às quedas

As taxas interbancárias a 6 e a 12 voltaram hoje a descer. Prazo a três ficou inalterado pelo terceiro dia consecutivo.

A Euribor a 6 meses, que é o indexante mais utilizado no crédito à habitação, desce hoje para 0,939%, depois de ontem ter registado o primeiro avanço em 15 sessões.
No mesmo sentido, a Euribor a 12 meses caiu até aos 1,222%, após subida na sessão anterior, a primeira desde 19 de Dezembro.

Já a Euribor a três meses, que em Portugal serve de principal indexante do crédito às empresas, manteve-se nos 0,663%, pelo terceiro dia, de acordo com o 'fixing' diário da Federação Europeia de Bancos.

Estas evoluções surgem depois da reunião mensal de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que decidiu na quarta-feira manter em 1% a taxa de juro de referência (refi) na zona euro, sinalizando, contudo, que alguns governadores da instituição defenderam uma descida do preço do dinheiro na zona euro já na reunião de ontem.

O banco central parece assim pouco disposto a voltar a descer os juros, mesmo perante os sinais crescentes de fraqueza da economia da zona euro, fustigada há já dois anos e meio por uma crise de dívida que teima em persistir.

As taxas Euribor são fixadas diariamente e resultam da média dos juros a que 57 bancos (51 dos mais importantes bancos europeus e 6 bancos internacionais com representatividade na zona euro) emprestam dinheiro entre si. Estes indexantes são influenciados pelos juros do BCE, os chamados juros referenciais ou juros do refinanciamento, que são a taxa que os bancos devem pagar no momento em que pedem dinheiro emprestado ao BCE.

É por isso que quando a taxa refi do BCE desce, as Euribor replicam a queda, enquanto as perspectivas de uma subida dos juros pressionam em alta estes indexantes.

Apesar da manutenção da refi na reunião do BCE, os especialistas acreditam que há ainda margem para as taxas Euribor continuarem a cair, aliviando as prestações da casa de muitas famílias, uma vez que existe a expectativa de que o BCE possa proceder a um novo corte nos juros durante este ano.

 

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