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Duas alunas do Magellan MBA da EGP-UPBS foram em missão de empreendedorismo social.
Encontrou um ambiente cultural muito diferente e marcado por uma grande pobreza. Sofreu com falta de condições e dificuldade na partilha de informação. E regressou com uma sensação de satisfação e dever cumprido.
Foi esta a experiência de Isabel Pais, que esteve numa missão empreendedorismo social de três meses em Moçambique, no âmbito do estágio final do Magellan MBA da EGP-UPBS. A missão, integrada no trabalho da ONG Technoserve, consistiu em dois projectos, um dos quais teve como objectivo o desenvolvimento do serviço aéreo no norte de Moçambique. O segundo projecto envolveu a realização de um plano de negócios no âmbito da reabilitação de um conjunto de edifícios na Ilha de Moçambique para desenvolvimento do turismo local.
"Os métodos de trabalho são diferentes, a informação não é tão fácil de obter como em Portugal e o ritmo de trabalho é também muito diferente do nosso", recorda a ex-aluna do Magellan MBA. No entanto, "a simpatia e cooperação dos moçambicanos é enorme pelo que se tornou mais fácil atingir os nossos objectivos", aponta.
Acima de tudo, Isabel Pais destaca a importância deste tipo de iniciativas para países como Moçambique, "um país cheio de oportunidades mas que carece imenso de ajuda externa para desenvolver novos projectos, tanto ao nível económico como social. Existe muita pobreza, muito trabalho por fazer. Estas iniciativas são valiosas para inverter esta situação e colocar o país no caminho de crescimento".
Uma tendência global
"Esta parece ser a década do empreendedorismo social", afirma Rita Fortunato Baptista, directora de formação e comunicação do IES - Instituto de Empreendedorismo Social. "Apesar de ainda ser uma nova área, tanto a nível académico, com estudos e novo conhecimento, como a nível de casos reais, confirma-se o potencial do novo paradigma do empreendedorismo social na resolução de raiz de desafios novos e antigos da sociedade".
Portugal tem assumido a dianteira no que se refere ao despertar para a importância do empreendedorismo social e o seu impacto na sociedade, acredita Miguel Alves Martins, director executivo do IES. "No caso do IES, trabalhamos em parcerias com as universidades, que desempenham um papel muito importante nesta área. O grande objectivo é de influenciar a sociedade através dos alunos, gerar mudança, tentando fazê-lo sob uma lógica de inovação, capitalista, garantindo que o que fazemos é feito à máxima escala possível", explica o responsável.
Este é um sector que tem mostrado grande crescimento a nível internacional, destacando-se o trabalho de organizações como a Ashoka, Schwab Foundation, Skoll Foundation e também o INSEAD. Uma rede de empreendedores unidos num mesmo objectivo de futuro: conseguir "que todos os projectos que busquem a resolução de problemas sociais, baseados em qualquer sector, tenham em atenção estas lógicas de sustentabilidade, replicabilidade, missão, impacto e inovação", conclui Miguel Alves Martins.
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