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Banca

Estado prevê entregar 600 milhões ao BPN dentro de duas semanas

Margarida Peixoto   e Margarida Vaqueiro Lopes
31/01/12 21:00

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O Executivo de Vítor Gaspar pretende realizar um aumento de capital no BPN de 600 milhões de euros, nas próximas duas semanas.

Este valor fica acima da última estimativa feita pelas autoridades, no final do ano passado, de 500 milhões de euros. A informação foi avançada ao Bloco de Esquerda, no seguimento de um pedido de informações feito na quarta-feira passada, pelo deputado Pedro Filipe Soares.

Para se libertar do BPN, o Estado português terá ainda de gastar mais 600 milhões de euros. A despesa já foi registada em Dezembro - no boletim de execução orçamental da Direcção-geral do Orçamento -, embora só venha a ser efectivamente realizada nos próximos 15 dias. "O montante de 600 milhões de euros destina-se a fazer face, até 15 de Fevereiro de 2012, ao aumento de capital social do BPN acordado no âmbito do processo de privatização daquele Banco", esclareceu Luís Morais Sarmento, secretário de Estado do Orçamento.

O Governo garante assim, ao abrigo do número 1 do artigo 81.º da Lei do Orçamento do Estado para 2011, que esta despesa ficará inscrita nas contas do ano passado, em vez de pesar nos gastos deste ano.

Recorde-se que o Estado comprometeu-se a realizar um aumento de capital no BPN até á formalização do contrato de venda desta instituição ao BIC Portugal. Este montante é essencial para garantir uma situação líquida positiva do banco. Em Dezembro do ano passado já tinham sido registados gastos de 2,75 mil milhões de euros relacionados com a nacionalização do BPN. No entanto, o Executivo assumirá ainda os custos com as rescisões de trabalhadores que não passarem para o BIC após a venda do banco.





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Comentários (36)

cidadao tuga burro , | 31/01/12 22:13
mais 600 milhoes...

ha ta bom! eu pago! eu sou rico com meus 500€ ao fim do mes!!


O juiz que condenou o mendigo por ter roubado uma lata de polvo e um shampôo em 250 euros, | 31/01/12 21:28
é que devia ser colocado a julgar este caso do BPN. Estes casos precisavam todos de ser fuzilados.


coelha, | 31/01/12 21:24
13 - a s.i. fábrica do gelo foi uma das empresas investigadas pelo economista periquito costa, contratado por cadilhe para dar corpo à operação césar, destinada a detectar as offshores escondidas da sln. no parlamento, periquito costa disse ter encontrado "entre 94 e 96 offshores" do grupo, e que em apenas "seis ou oito" o beneficiário último não era a própria sln. a maioria servia para esconder prejuízos, resultantes de operações cambiais, créditos incobráveis ou de cobrança duvidosa. noutros casos, eram usadas para canalizar investimentos da sln para destinos incertos.
novas sociedades criadas em cascata faziam circular o dinheiro, dentro e fora da sln. nos negócios imobiliários, o rasto revela novas figuras, como josé albano oliveira


coelha, | 31/01/12 21:21
17 - "o homem mais rico de portugal e a isabel dos santos, também foram ao “pote” do bpn, buscar 1,6 mil milhões de euros, que ainda não pagaram.
o be diz que tomou conhecimento do crédito recentemente através da comunicação social, pelo jornal i, onde foi revelado que «o crédito, na ordem dos 1,6 mil milhões de euros, teria sido concedido pelo bpn à amorim energia em 2006», mantendo-se assim a dívida de 1,6 mil milhões de euros» durante o período em que o banco esteve na posse do estado. a amorim energia é uma 'holding' detida «não apenas por américo amorim» e que tem como accionistas a santoro holding financial, de isabel dos santos, e a sonagol. «como é conhecido, a santoro holding financial, além de accionista da amorim energia, é também accionista maioritária do banco internacional de crédito (bic), a quem o estado irá vender o bpn», notam os bloquistas. «desta forma, a venda do bpn, com os seus créditos, ao bic, poderá implicar que o crédito de 1,6 mil milhões de euros seja pago pela amorim energia a um banco que tem como principal accionista a própria devedora», escreve o deputado joão semedo, para quem o caso, a confirmar-se, «acrescenta mais um episódio inaceitável de falta de transparência associado a todo o processo de reprivatização do bpn


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