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O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, têm de decidir novas medidas para reduzir o défice público.
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Impostos sobre a economia valem hoje mais 8,5 mil milhões do que há dez anos.
Os números estão no Orçamento Rectificativo e também nos documentos das revisões da ‘troika': Portugal vai fechar o ano de 2012 com uma carga fiscal de 36,4% do PIB.
Na prática, significa que a economia "paga" ao Estado 36,4% da riqueza que produz num ano. São quase mais 8,5 mil milhões de euros em impostos sobre os agentes económicos, desde empresas a particulares,passando por instituições financeiras, do que há dez anos.
A redução da carga fiscal sobre a economia é sempre uma bandeira de todos os governos, mas os dados mostram que essa diminuição só acontece nos anos de eleições.
Não é à toa que a ‘troika' não é fã de mais impostos em Portugal: os dados do Eurostat mostram que em 2010, antes do pedido de ajuda externa, o País tinha uma carga fiscal superior a qualquer outro país periférico, com excepção de Itália. Só perdia mesmo para os países nórdicos e economias grandes, como Alemanha e França, por exemplo.
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