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O presidente do Eurogrupo afirmou hoje que a actual situação das contas públicas de Portugal e Espanha não é uma ameaça para a estabilidade da zona euro.
"Espanha e Portugal não são uma ameça para a zona euro", afirmou hoje o primeiro-ministro luxemburguês Jean Claude Juncker aos jornalistas, citado pela agência Reuters.
Os mercados não parecem, contudo, partilhar esta posição. É que as bolsas espanhola e portuguesa sofreram hoje as maiores quedas entre todas as praças mundiais, com recuos de 6 e 5%, respectivamente, e contagiaram as restantes bolsas europeias, que também fecharam hoje com as maiores quedas dos últimos dois meses.
A penalizar os índices europeus estiveram os receios em relação a Portugal, Espanha e Grécia. Os investidores temem que estes países do sul da Europa tenham fortes dificuldades em conseguir fazer descer os seus elevados défices.
"Há receios de que os défices da Grécia, de Portugal e Espanha estão demasiado elevados", comentou um especialista à Bloomberg.
Mas os sinais de alarme também estão a fazer-se sentir nos mercados de dívida. É que os CDS portugueses a cinco anos, que são uma espécie de seguro em caso de incumprimento da República Portuguesa, estão a subir 27 pontos para o nível mais elevado de sempre, nos 223 pontos. Já os CDS gregos estão a avançar 14 pontos para 411,5 pontos, enquanto os espanhóis estão a avançar para os 165 pontos. São sinais de que os receios dos investidores em relação a estes países continuam a crescer.
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