Mais Lidas
Em ano de racionalização e cortes, apenas um número subiu nas escolas: o de alunos por turma.
Comunidade
- Grécia: milagres demoram mais tempo 07:58
- Bruxelas mais pessimista sobre economia portuguesa 07:56
- Alegre acusa pessoas ligadas ao Governo de explorar infelicidades de Cavaco 07:45
- Relvas: não há tolerância de ponto no Carnaval de 2013 07:37
- Portugal já deve 9,7 mil milhões à ‘troika’ só em juros 07:12
Sindicatos e responsáveis de escolas traçam quadro negro do início de um ano lectivo marcado por cortes financeiros.
Escolas sem segurança à porta, professores a servir nas cantinas e estabelecimentos de ensino que não cumprem os prazos legais para o arranque das aulas. É este o panorama traçado pelos sindicatos e responsáveis das escolas ao fim do primeiro dia do novo ano lectivo. Terminado o período fixado pelo Ministério da Educação e da Ciência para o início das actividades, há ainda muitas escolas sem auxiliares de acção educativa, garante ao Diário Económico o dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), António Avelãs.
Situação que leva, em alguns casos, "professores a fazer o trabalho dos auxiliares de acção educativa", como por exemplo, "no agrupamento de escolas de Alhos Vedros onde há docentes a servir nas cantinas", ilustra por sua vez o secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva. E esta, reforça o presidente do Conselho de Escolas, Manuel Esperança, "é a grande dificuldade sentida pelas escolas" no arranque de um ano lectivo marcado por cortes orçamentais inéditos. Pelas contas da Fenprof, estão "previstos cortes para 2012 na ordem dos 507 milhões de euros", a que se soma uma redução na ordem dos 25% (menos cinco mil) do número de docentes colocados, face ao ano passado. Além disso, as escolas serão confrontadas com a subida do IVA da electricidade para os 23%. Cortes e subidas de despesas que, sublinha António Avelãs, "tornam a vida das escolas muito difícil, sem ter dinheiro para nada, inclusive para cumprir pagamentos de luz".
Também o Conselho de Escolas lança o alerta: "vamos ter orçamentos muito magros que nos vão obrigar a uma gestão mais racional", assume Manuel Esperança, avançando que, em sua opinião, "esta era a altura de se estabelecer um acordo entre a tutela e as Finanças para que as escolas reavessem o IVA, tal como acontece nas empresas".
Notícias da mesma categoria
Comentários (6)
Publicidade
Acções do PSI 20





