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O quinto piso do edifício da Rua Rosa Araújo nº 49, em Lisboa, acolhe um apartamento com quase 400 metros quadrados e quatro lugares de estacionamento
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A gestora de fundos do GES inicia a venda de nove apartamentos de luxo em Lisboa, com valores entre um e dois milhões.
A reabilitação do edifício residencial da Rua Rosa Araújo, nº 49, constitui um desafio para a ESAF-Espírito Santo Fundos de Investimento Imobiliário, proprietária do imóvel no coração da cidade de Lisboa. "Comprámos o edifício em 2006 e a reconstrução demorou ano e meio", assegura o administrador da gestora de fundos, José Manuel Salgado, ao Diário Económico. A empresa tem mais três empreendimentos com idênticas características e em todos aplicou o mesmo tipo de procedimentos, dirigindo a oferta de qualidade para a classe A. "Este modelo é uniforme com mais três empreendimentos e ainda o Palácio Condes de Murça, localizado na zona de Santos, apesar deste projecto ter uma componente antiga e outra nova", reforça o mesmo responsável.
A comercialização dos nove apartamentos de luxo iniciou-se na quinta-feira da semana passada, dia 15, e José Manuel Salgado espera que as vendas corram de forma positiva. "Estamos optimistas, mas não tenho um prazo para a comercialização destes apartamentos", frisou ainda o gestor do projecto que tem a assinatura dos arquitectos Frederico Valsassina e de Manuel Aires Mateus.
Os cinco pisos do edifício contemplam dois apartamentos duplex, com áreas de 312 e 316 metros quadrados, seis apartamentos com quatro assoalhadas e áreas acima de 200 metros quadrados e o último piso oferece um apartamento com quase 400 metros quadrados, janelas de grandes dimensões e quatro lugares de estacionamento. As restantes fracções têm dois lugares de estacionamento.
Correspondendo a um investimento global de oito milhões de euros, entre a compra e a recuperação do prédio, o 49 da Rua Rosa Araújo encontra-se na fase final de acabamentos, prevendo-se a sua conclusão em Janeiro do próximo ano.
Pelas contas da ESAF, a recuperação de prédios em Lisboa traduz-se num custo acrescido, em comparação com a construção nova. "Recuperar um imóvel fica entre 300 a 400 euros o metro quadrado mais caro do que construir de novo", afirma José Manuel Salgado. Como as fachadas dos edifícios têm de ser mantidas, o gestor atribui um custo relevante à operação de conservação. "Só a contenção da fachada pode custar entre 7,5 e 12% do custo total da empreitada", conclui José Manuel Salgado.
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