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Carlos Magno à chegada da ERC, onde já foram ouvidos uma jornalista do “Público”, a directora e vários editores, bem como o ministro Miguel Relvas.
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Depois dos editores do site e assessores de Miguel Relvas, a ERC pode chamar dois jornalistas que terão ouvido os telefonemas e as alegadas pressões.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) está a estudar a possibilidade de ouvir dois jornalistas do "Público" que foram identificados como "testemunhas" por duas pessoas já ouvidas pelo regulador. Em causa estão os telefonemas e conversas tidos no âmbito do caso de alegadas pressões e ameaças por parte do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
Os membros do conselho regulador daERC reuniram ontem com Vítor Ferreira e Joana Gorjão Henriques - editores do site do "Público" - e os assessores do ministro - António Valle e Pedro Correia, por terem sido mencionados em testemunhos anteriores.
Fontes do conselho regulador admitiram ao Diário Económico a possibilidade de ouvir outros jornalistas, seja de forma presencial ou por escrito.
Além da "prova testemunhal", o conselho regulador está a ter em consideração as anotações feitas pela directora do título durante o telefonema do ministro - apontamentos que Bárbara Reis já entregou à ERC.
Todas as audições estão a ser gravadas e, por isso, apesar do processo de averiguações ainda não estar concluído, os técnicos da ERC já estão a transcrever os depoimentos de todos os interlocutores, que estarão na base das conclusões do órgão e que, no documento final, poderão exceder as 30 páginas.
Apesar da nova ronda de audições, fontes do conselho regulador mantêm que o prazo estipulado para encerrar o processo continua a ser dentro das próximas duas semanas.
"Público" vai a votos
O conselho de redacção (CR) do Público demitiu-se em bloco na noite de terça-feira e já marcou eleições. Sem clarificar as razões que levaram à demissão, os membros do órgão comunicaram que "nas actuais circunstâncias, o Conselho de Redacção entende que é mais útil e clarificador demitir-se e convocar eleições para 4ª feira, dia 6 de Junho", referiram.
Ao que o Diário Económico apurou junto de fontes do jornal, o objectivo da demissão passa pela necessidade de legitimar a sua posição. Isto porque, apesar de a directora Bárbara Reis ter considerado as alegadas pressões do ministro "inaceitáveis" na sua audição na ERC, a posição do conselho de redacção não esteve sempre alinhada com a da direcção do título, neste processo.
A reeleição do mesmo grupo para o conselho de redacção ou a escolha de novos nomes poderá assim clarificar se a decisão de tornar público o processo de alegadas pressões e ameaças por parte do ministro Miguel Relvas teve, ou não, o apoio da redacção do jornal da Sonaecom.
Público quer reabrir caso "Nuno Simas"
Segundo avançou ontem o jornal, a directora do "Público", Bárbara Reis, que se constituiu assistente no processo das "Secretas", pediu a abertura da instrução do processo e a constituição como arguido de Nuno Lopes Dias, funcionário do SIED. Segundo a jornalista, terá sido através dele e da sua companheira, que se chegou às informações sobre o então jornalista do "Público", Nuno Simas. O Ministério Público já decidiu não acusar Nuno Dias por considerar que apenas terá cumprido ordens de um superior, mas para a direcção do jornal o casal "tinham perfeita consciência da ilicitude dos actos que praticaram".
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