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A equipa de acção europeia de combate ao desemprego jovem partiu hoje para Portuga.
A situação portuguesa, segundo a Comissão Europeia, deve-se principalmente "à segmentação do mercado de trabalho, ao baixo nível das qualificações ou a uma grande percentagem de desemprego de longa duração entre os mais jovens".
A equipa enviada por Bruxelas irá trabalhar em estreita colaboração com peritos nacionais para avaliar como podem ser usados no combate ao desemprego entre os jovens os 14% de fundos estruturais europeus que estão por atribuir.
Bruxelas apresenta como exemplos de medidas de curta duração a promoção de estágios profissionais em áreas "relevantes para o mercado de trabalho", o apoio ao auto-emprego, o desenvolvimento de estratégias para reduzir o abandono escolar precoce ou a reforma da legislação laboral.
A Comissão Europeia destaca ainda que o trabalho da equipa de acção complementa a do "grupo especial", criado em 2011 e que está já a aconselhar as autoridades nacionais sobre a melhoria da utilização de fundos da União Europeia, nomeadamente no âmbito do crescimento.
O programa delineado pela 'troika' para Portugal é o ‘chapéu de chuva' sob o qual os trabalhos se vão desenvolver.
O projecto das equipas de acção foi proposto, a 30 de Janeiro, pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, aos líderes da UE durante um Conselho Europeu informal.
Portugal apresenta uma taxa de desemprego jovem de 31,5%, sendo - no grupo dos Estados-membros abrangidos pelas equipas de acção, o terceiro pior, depois da Espanha (49,6%) e Grécia (46,6%).
Por outro lado, 14% dos fundos atribuídos no quadro orçamental 2007-2013 estão por atribuir, podendo ser utilizados para ajudar as pequenas e médias empresas, responsáveis por 80% dos postos de trabalho na União Europeia.
Eslováquia, Espanha, Itália, Irlanda, Grécia, Letónia, Lituânia e Portugal são os países envolvidos.
Durão Barroso conta apresentar resultados preliminares no Conselho Europeu de 1 e 2 de Março e ter progressos concretos no combate ao desemprego entre os jovens até Abril.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, já nomeou o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, como coordenador do grupo de trabalho governamental criado para este efeito.
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