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Hoje a manchete do Diário Económico não é uma notícia, é um manifesto.
No dia em que a Standard & Poor's decidiu diminuir a notação de ‘rating' da República em dois níveis, passando-a de A+ para A-, e em que a bolsa nacional caiu quase 5,5%, assumindo o segundo pior desempenho do ano em todo o mundo, apenas atrás da Grécia, o Diário Económico não quer ser neutro, quer ser exigente com quem nos governa.
Os líderes dos dois principais partidos são protagonistas de um entendimento que não se pretende que seja político, mas sim económico e social.
José Sócrates e Pedro Passos Coelho agendaram para hoje uma reunião de emergência. Espera-se que digam mais do que ‘a culpa é dos especuladores'. Não, a culpa é, em primeiro lugar, nossa, do país, de todos, e é por isso que têm a obrigação e o dever de pôr os interesses do País à frente dos interesses partidários. O Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) tem de ser antecipado nas suas principais medidas, nas mais duras, tem de ser credível e tem de ser executado com rigor. E não há alternativa, ou melhor, há, é a falência e a bancarrota do país.
Portugal viveu vários anos acima das suas possibilidades e foi atirado, por força da comparação internacional com a Grécia, para uma situação muito difícil de onde só se sairá com grandes sacrifícios. Portugal não está na bancarrota, mas não há tempo para mais demoras. É preciso agir já, hoje mesmo. Em nome de Portugal e dos portugueses.
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