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Ferreira de Oliveira, presidente da Galp, cujo mandato terminou em Dezembro, vai manter-se à frente dos destinos da Galp, até uma próxima AG.
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Os dois accionistas de referência vão receber, cada um, 55,2 milhões de euros de dividendos.
O conselho de administração da Galp para o triénio 2011-2013 vai ser alargado de 17 para 21 membros. Uma alteração que permitirá dar mais visibilidade a alguns accionistas, como é o caso dos angolanos da Sonangol que se fazem representar através da Amorim Energia, sociedade controlada por Américo Amorim.
A proposta conjunta da Eni e da Amorim Energia, os dois accionistas de referência da petrolífera, cada um com 33,34%, mereceu a luz verde de mais de 90% dos votos representados na assembleia geral da Galp, realizada ontem. Um encontro que diversas fontes contactadas pelo Diário Económico classificam de pacífico. A razão para tal é simples. Fora da agenda ficou um dos pontos mais polémicos, a eleição dos novos órgãos socais, por falta de consenso entre a Eni e a Amorim Energia.
O presidente da comissão executiva, Ferreira de Oliveira, vai assim continuar a liderar os destinos da Galp, apesar de contar apenas com o apoio de Américo Amorim. O mesmo não acontecendo com os seus parceiros angolanos que há muito ambicionam uma participação directa na Galp.
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