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Os empréstimos à Irlanda e à Grécia são dos maiores na história do FMI.
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O FMI reviu em alta os resultados de 2011, para 524,8 milhões de dólares, graças às ajudas financeiras concedidas à Grécia e Irlanda.
Para o ano fiscal de 2011, que termina em 30 de Abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê resultados operacionais líquidos de 328 milhões de direitos especiais de saque (SDR, na sigla inglesa), os activos financeiros do fundo, com uma valor baseado num cabaz de divisas composto pelo dólar americano, o euro, a libra esterlina e o iene.
As previsões de 328 milhões de SDR (524,8 milhões de dólares, ao câmbio de hoje) comparam com projecções iniciais de 202 milhões de SDR, feitas em Abril de 2010, e reflectem os impactos positivos - para as contas do fundo - dos empréstimos à Grécia e à Irlanda, sem contar ainda com o empréstimo a Portugal, cujo valor ainda não foi fixado.
Os novos empréstimos, aprovados depois de Abril de 2010, incluindo os 30 mil milhões de euros à Grécia e os 22,5 mil milhões à Irlanda, "fizeram aumentar as previsões de resultados de crédito em cerca de 102 milhões de SDR [163,2 milhões de dólares], incluindo 74 milhões de SDR em taxas de serviço e 28 milhões nas margens da taxa de juro cobrada", refere um recente relatório financeiro do FMI.
Os empréstimos à Irlanda e à Grécia, no seguimento da crise da dívida soberana, que atingiu as economias periféricas da zona euro, são dos maiores na história do fundo. A Grécia paga ao FMI cerca de 3,3% pelo empréstimo e a Irlanda entre 3% e 4%, segundo o prazo dos empréstimos.
Para 2011, o FMI prevê gastar menos 34 milhões de SDR que o previsto, sobretudo com poupanças em despesas de pessoal.
Em 2010, o fundo obteve lucros de 10,6 mil milhões de dólares com a venda de 403,3 toneladas cúbicas de ouro - que não contabilizou nas receitas operacionais - depois dos Estados-membros terem decidido, em Setembro de 2009, reduzir em 13% as reservas de ouro.
Os resultados operacionais do ano fiscal terminado em Abril de 2010 foram de 227 milhões de SDR (363,2 milhões de dólares), resultantes, tal como em todos os anos, dos empréstimos a diversos países e dos investimentos feitos pelo FMI. Só nos dez meses terminados em Fevereiro de 2010, os investimentos do fundo renderam receitas de 135 milhões de SDR.
Em 2009, os resultados operacionais foram de 156 milhões de SDR, depois de perdas de 117 milhões de SDR em 2008. O FMI, segundo os seus relatórios financeiros, conseguiu dar a volta aos resultados graças às receitas dos investimentos, aos empréstimos à Arménia, Bielorrússia e Letónia.
Em 2008, o fundo atribuiu grande parte dos resultados negativos ao esforço de reestruturação, com o pagamento das saídas e reformas antecipadas de 591 funcionários.
As perdas do fundo já vinham, de resto, de 2007, com resultados operacionais negativos de 71,3 milhões de SDR, devido à liquidação antecipada dos empréstimos da Indonésia, Uruguai, Sérvia e Filipinas.
Em 2006 e 2005, o fundo tinha tido resultados operacionais positivos de 280,13 milhões de SDR e de 665,5 milhões de SDR, respectivamente.
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