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Concorrentes estão a transformar-se em parceiros de investigação farmacêutica.
Pressionadas pela necessidade de obter resultados e entregar valor aos accionistas, as multinacionais farmacêuticas estão a recorrer cada vez mais a parcerias estratégicas para colocar novos medicamentos no mercado de forma mais rápida e barata. "A indústria do passado preferia falhar sozinha a ter de partilhar os ganhos", explicou ontem Kenneth I. Kaitin, professor e director do Centro de Estudos para o Desenvolvimento de Medicamentos da Tufts University, constatando que "essa não é a indústria de hoje".
Desde a descoberta de uma nova molécula até à entrada de um medicamento no mercado, as farmacêuticas investem qualquer coisa como 1,3 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros), isto significa que "a Investigação e Desenvolvimento (I&D) continua a ser um processo longo, arriscado e dispendioso", afirma Kenneth I. Kaitin, que lembra que "um medicamento pode demorar cerca de 17 anos a chegar ao mercado". Isto se conseguir passar as várias fases de ensaios clínicos.
O professor da Tufts University recorre à tradicional imagem de um funil para explicar que das moléculas existentes nas primeiras fases de desenvolvimento é ínfimo o número das que chega ao mercado. E se, até agora, o processo de I&D era financiado pelos medicamentos mais vendidos, também chamados ‘blockbusters', essa realidade está a mudar com o fim das patentes de alguns desses fármacos.
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