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Cotadas em “Zona de alerta” dão prejuízo de 1%.
As cotadas saudáveis financeiramente oferecem ganhos aos accionistas, enquanto as mais frágeis dão prejuízo. A média do ‘total return' (valorização das acções mais dividendos pagos e reinvestidos) dos últimos cinco anos das 20 empresas com um diagnóstico financeiro estável foi de 4%. Por sua vez, as 15 cotadas em "Zona de alerta" deram um prejuízo de 1%.
O ‘H-Score', indicador concebido pela Company Watch, efectua o diagnóstico aos balanços e demonstrações de resultados das cotadas não financeiras nos últimos cinco anos. Como os títulos com pior classificação contabilizam, normalmente, prejuízos, não é de estranhar que tenham uma menor valorização bolsista e uma mais baixa distribuição de dividendos. Daí que, ao cruzar o ‘H-Score' com o ‘total return', seja perceptível a correlação entre o ADN financeiro das empresas e o retorno oferecido aos accionistas. As empresas consideradas robustas financeiramente (com mais de 25 pontos de ‘score') ofereceram um ganho médio anual de 4% nos últimos cinco anos, ao mesmo tempo que as cotadas com um mapa financeiro débil deram prejuízos de 1%.
Porém, os dados também demonstram que é necessária prudência na correlação, já que há cotadas que gozam de boa saúde mas não são sinónimo de prémio para os investidores e empresas em ‘zona de alerta' rentáveis para os seus accionistas. Por exemplo, no pódio das empresas mais saudáveis está a Novabase (com 87 pontos), cujo ‘total return' médio anual foi de menos 8,6% nos últimos cinco anos. Também a Corticeira Amorim (com 64 pontos) contabilizou perdas de 3,3%, tal como Brisa e a Zon, cotadas mais próximas da ‘Zona de alerta' (33 e 26 pontos, respectivamente) que mostram que a saúde financeira não deve ser encarada como uma possibilidade de retorno garantido.
A Jerónimo Martins é, entre as 20 cotadas a quem a Company Watch atribuiu nota positiva, a que apresenta o ‘total return' mais elevado, de quase 30,5%.
Do lado oposto, estão as 15 cotadas piores classificadas, cujo ‘total return' médio aponta para prejuízos de 1%. Os investidores da Compta, cotada com a quarta mais baixa pontuação, totalizam perdas de 26,8%, a mais elevada entre as cotadas da ‘Zona de Alerta'.
Com ganhos para os investidores, apesar de um diagnóstico débil estão a Sumol, a Altri, a Reditus, o grupo Soares da Costa e a Sonae SGPS. O destaque recai na Altri que, em média, permitiu um ganho de 51%, o mais elevado entre as cotadas em ‘Zona de alerta'. Segue-se o Grupo Soares da Costa, com um prémio de 27,6%.
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Comentários (2)
Então e onde está publicado o "H-Score" zinho? Trabalho interessante seria fazer o cotejo feito na notícia, para todas, não?
Alguém terá que me explicar isto devagar, porque não entendo a notícia... é como dizer que quem não tem doenças está de saúde, e quem não tem saúde está doente... mas depois tem umas percentagens à mistura pqra o leitor erceber melhor (?)... é muito à frente, não consigo lá chegar...
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