O holandês ING é um caso exemplar de ‘cool'.O banco desenvolveu o conceito de ING-Café para dar a conhecer aos clientes os seus produtos financeiros.
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Num mercado conservador e muito virado para a televisão é importante ser uma marca atractiva e inspiradora
Carl Rohde, fundador da agência de tendências Science of the Time e autor do sistema de pesquisa ‘cool hunting', que tem sido aplicado na estratégia de empresas como Coca-Cola, Adidas ou Nestlé, está hoje em Portugal para uma conferência sobre tendências de consumo. O Diário Económico esteve à conversa com o ‘marketeer'.
Como funciona o conceito ‘cool hunting'?
Nós trabalhamos com investigadores ‘cool' que, na maioria dos casos, são estudantes e jovens, mas em muitos países são pessoas com mais de cinquenta anos. Chamamos-lhes ('Science of the time cool hunters') caçadores de coisas ‘cool'. Eles documentam-nos o que consideram ‘cool', ou seja, atractivo, inspirador e com potencial. E com o que eles vão colocando no nosso site nós vamos construindo tendências e mentalidades. Estas tendências são ‘inputs' para os nossos clientes, (da Microsoft à Heinken, da Lee, Easpak ou Wrangler à Unilever) para que mantenham a sua marca ‘cool' inspirando o desenvolvimento de produto e conceitos de comunicação.
O que é que uma marca precisa de ter para ser ‘cool'?
É um processo completamente diferente em cada marca. Não pode ser igual para uma marca de detergente e uma marca de ‘jeans'. Em média trabalhamos cerca de 13 tendências em cada seis meses. Seleccionamos as mais relevantes para os nossos clientes, e debatemos com eles todos os pormenores sobre como aplicar essas tendências. Uma coisa é certa, a maioria dos nossos clientes permanece connosco durante anos.
É importante ser uma marca ‘cool'?
Sim. Estudos da McKinsey demonstram que empresas que usam este tipo de consulta são, por norma, mais bem sucedidas. E este facto não me surpreende, o que as empresas fazem é perceber que importante olhar para o mundo lá fora, e isso é fundamental.
O que é que precisa de mudar no mercado do marketing?
É um mercado muito conservador, com um DNA geracional de televisão muito grande. Mesmo que as marcas reconheçam o poder da Internet e da blogosfera, muitos marketeers não se sabem comportar nessa área, porque não se sentem confortável nela. E isso é um enorme desperdício de oportunidades.
Portugal está bem posicionado neste ponto?
Está numa posição moderada. Actualmente existem locais mais evoluídos como Shanghai, por exemplo. Mas a língua é um ponto importante e a favor de Portugal, para conseguir obter sucesso em vários pontos do globo.
As coisas mais ‘cool' do mundo
A agência Science of the Time disponibiliza no seu site, www.scienceofthetime.com, um ‘ranking' das coisas mais ‘cool' do mundo. A lista é actualizada todos os meses e é elaborada a partir da avaliação de um painel de especialistas, entre os quais se destaca Mark Simpson, o jornalista inglês que inventou o conceito de metrossexual.
Recentemente, o banco holandês ING surgia como um caso exemplar de ‘cool', uma vez que os seus responsáveis desenvolveram o conceito de ING-Café para dar a conhecer aos clientes os seus produtos financeiros. A cidade de São Paulo foi outro caso a ser colocado na quinta posição do ‘ranking' só pelo facto das autoridades terem proibido qualquer tipo de publicidade nas ruas da cidade.
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Como já estou no meio da década dos 50, também quero ser cool!!!
analisar
Com esta crise, quase todas as empresas estão cool… de morte!!!!
le
Demitiram muitas pessoas, para um café tão ruim ?