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O Económico contactou 10 empresários para avaliar se o corte dos subsídios de férias e de Natal se devia estender ao sector privado.
A maioria dos empresários contactados pelo Económico é da opinião que o corte do 13ª e 14ª mês, aplicado pelo Governo aos funcionários públicos, também devia se aplicar ao sector privado para uma melhor distribuição dos sacrifícios entre os portugueses.
Os empresários que descartam o corte nos subsídios defendem que os colaboradores produtivos não merecem ser castigados e que há outras formas das empresas reduzirem custos sem mexer na remuneração dos funcionários.
Até porque não é evidente como se poderá proceder a uma redução dos salários no sector privado dada hoje como inevitável, em alguns sectores, pelo próprio primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Isto porque a lei proíbe a redução de salários no sector privado nos mesmos moldes do que foi feito no sector público, ou seja, de forma unilateral.
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Alberto da Ponte "Nas empresas privadas, se tivermos em conta os custos, existem outras alternativas a cortar salários, que podem passar por uma redução de custos. Na nossa empresa quem tem boa performance tem direito ao salário, recompensa e bónus por objectivos. Há uma motivação orientada para o crescimento para prestar um bom serviço aos accionistas e ao País, nomeadamente uma empresa como a nossa que é exportadora." |
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Carlos Martins "Não é solução cortar nos subsídios porque isso não ajuda em nada e economia. A medida vai afectar principalmente os sectores do turismo e do comércio. Mas mais importante do que o 13º ou 14º mês é o salário anual, que deve estar em linha com o que o funcionário produz. No caso da Martifer ainda não se pensou sobre a possibilidade de cortes dos subsídios, mas é uma medida que pode ser avaliada." |
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Diogo Vaz Guedes "É fortemente provável que a situação do corte nos subsídios possa contaminar o sector privado. É muito normal que possa haver alguma contenção por parte das empresas. Nós temos vindo a trabalhar numa série de medidas de contenção, com modelos parecidos, mas não exactamente desta forma. Se todos estivermos conscientes de que são medidas temporárias, eu creio que as pessoas compreendem." |
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Fortunato Frederico "Os cortes nem ao sector público se deveriam aplicar. É a pior solução. Quem cumpre horários e é produtivo não merece ser castigado. Os cortes só prejudicam o crescimento da economia e o Governo deveria ter procurado outras medidas." |
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Hipólito Pires "Por solidariedade a resposta poderia ser positiva. Porém, o sector privado contém uma componente de precariedade que só por si torna não comparável o sacrifício da perda dos dois salários referentes aos subsídios de Natal e de férias. Por esta razão não se justificaria e seria simplesmente injusto." |
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Jorge Armindo "Eu estou solidário com todas as medidas que tiverem de ser feitas para melhorar a economia do País, mas é preciso medir até que ponto é que as intervenções são justas ou injustas. À partida não concordo que se descrimine entre sector público e sector privado e o Governo podia ter tomado medidas mais equitativas para não introduzir anomalias no funcionamento do sistema." |
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Jorge Coelho "Nós temos que nos adaptar às leis do País. Na Mota Engil temos tido uma forte política de contenção de custos na redução de viagens, comunicações e serviços, evitando ao máximo mexer nos níveis de remunerações. Nós estamos a fazer uma redução de custos muito forte, mas sem afectar os rendimentos das pessoas." |
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Miguel Júdice "A extensão do corte nos subsídios ao sector privado deverá estar relacionada com a situação financeira de cada empresa e se atravessam ou não dificuldades. Penso que se a sobrevivência de uma empresa depender desse factor então não terá alternativa, mas esta não deve ser uma medida generalizada e deverá ser tomada em último recurso." |
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Paulo Lilaia "Os sacrifícios devem ser distribuídos equitativamente por todas as pessoas. O esforço deve ser distribuído pelo sector público e privado num modelo que garanta justiça nessa distribuição dos sacrifícios. Tudo o que houver extra para reduzir a despesa pública deverá servir para que o País possa novamente crescer." |
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Pedro Marinho de Castro "Na minha opinião, o esforço deveria ser estendido a todo o sector privado e distribuído por todos. Mas contra mim falo porque isso prejudicaria a minha empresa, que é do sector dos presentes. Não estamos a ponderar cortar subsídios aos nossos colaboradores, mas sim crescer em outros pólos." |
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