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Dívida

Emissão de dívida reflecte "confiança" em Portugal

Económico com Lusa  
05/01/11 12:28

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Carlos Costa Pina reagiu em nome do Governo português ao primeiro leilão de dívida nacional de 2011.

O secretário de Estado do Tesouro diz que os investidores estão a reconhecer "de forma positiva" as medidas tomadas pelo Governo para consolidar as finanças públicas do país.

Costa Pina disse hoje que a colocação de 500 milhões de euros em dívida pública com juro abaixo do negociado no mercado secundário demonstra a confiança dos investidores nas medidas do Governo de consolidação orçamental.

Em declarações à agência Lusa pouco depois de serem conhecidos os resultados da primeira emissão do ano de dívida pública, em que o Tesouro português colocou 500 milhões de euros em dívida pública a seis meses, Costa Pina salientou "o nível de procura registado" que superou em 2,6 vezes a oferta.

Segundo o governante, este foi mesmo "superior à média da procura em 2010, que foi cerca de 2,4 vezes".

Costa Pina destacou ainda que a taxa média exigida pelos investidores para comprarem os bilhetes do tesouro com maturidade a 22 de Julho de 2011, de 3,686%, ficou "abaixo da taxa de juro praticada em mercado secundário".

Para o responsável pela pasta do Tesouro e Finanças, estes valores reflectem "decisões dos investidores tomadas de forma racional" e, sobretudo, o reconhecimento "de forma positiva" das medidas tomadas pelo Governo para consolidar as finanças públicas e reduzir o défice orçamental, para 4,6% em 2011.

"O resultado reflecte a confiança dos investidores, nacionais mas sobretudo dos investidores estrangeiros, no nosso mercado de dívida pública, a confiança nas medidas de consolidação financeira e orçamental levadas a cabo pelo Governo e, em terceiro lugar, a confiança na capacidade de resistência da economia portuguesa nesta conjuntura que estamos a viver e em especial o bom desempenho que tem tido um sector importante da nossa economia, que é o sector exportador", afirmou Costa Pina.

Questionado sobre os problemas de financiamento que se poderão colocar ao Estado português em 2011, o que poderia levar ao recurso à ajuda externa, Costa Pina afirmou estar convencido de que "seremos capazes de ultrapassar essas dificuldades autonomamente e sem o apoio de entidades externas".

 





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