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O presidente da EMEL, António Júlio de Almeida, espera que o processo dos concursos públicos esteja concluído até ao início de 2011.
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Empresa municipal de Lisboa vai lançar concursos públicos para os privados explorarem 30 novos parques.
A EMEL está em fase de mudanças radicais. Mudança de estatutos, de regulamento, de nome, de tarifário, e preparação de novos produtos e soluções de mobilidade. O grande desafio da empresa municipal de Lisboa, encarregue do estacionamento na capital, é, no entanto, assegurar a construção de mais parques de estacionamento na cidade. Cerca de 60% serão garantidos pela própria empresa e os restantes concessionados a operadores privados.
Controlada na totalidade pela Câmara Municipal de Lisboa, a EMEL - que se vai passar a chamar Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa - está agarrada ao compromisso eleitoral da equipa de António Costa de proporcionar mais cinco mil lugares de estacionamento.
"Segundo as nossas estimativas, esse número exigirá um investimento que pode ir até aos 100 milhões de euros e que nunca será inferior aos 75 ou 80 milhões de euros", defende António Júlio de Almeida, presidente da EMEL, em entrevista ao Diário Económico. O responsável máximo desta empresa municipal acrescenta que a EMEL se compromete a colocar no mercado até Outubro de 2013 - data prevista para findar o actual mandato autárquico - cerca de três mil lugares de estacionamento, um investimento previsto de 30 milhões de euros. "A EMEL não tem capacidade financeira ou física para assumir todo este compromisso", assume António Júlio de Almeida.
O presidente da EMEL explica qual é a solução para os dois mil lugares de estacionamento que ficam de fora. A empresa, em conjunto com as juntas de freguesia de Lisboa, fez um levantamento das realidades e necessidades de mobilidade e estacionamento da cidade. Detectou 56 potenciais parques de estacionamento, que totalizam cerca de 11.500 lugares. Deste pacote, escolheu um primeiro ‘ranking', com 37 a 38 parques e um total de 5.100 lugares, enviando-o para discussão e posterior aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), que se aguarda.
"Serão lançados concursos públicos para a concepção, construção e gestão de pare destes parques, que será assumida por um operador que terá a obrigatoriedade de apresentar a solução de financiamento", revela António Júlio de Almeida. O presidente da EMEL espera que este processo esteja concluído entre o final deste ano e o início de 2011.
"Estamos a falar de cerca de 20 ou 30 parques de estacionamento, que serão lançados em pacotes de três concursos", explicou aquele responsável.
Em relação aos parques de estacionamento da responsabilidade própria da EMEL, além do parque do Chão do Loureiro, que deverá abrir em breve, estão na Câmara Municipal de Lisboa (CML) dois pedidos para aprovação de dois parques de superfície na zona de Belém, um em frente ao Palácio da Presidência da República, outro junto à fábrica dos pastéis de Belém.
Está também prevista extensão do parque Sousa Lopes, junto ao Centro Comercial Gemini. Está ainda a entrar na CML um processo para um outro parque na Ribeira das Naus, com cerca de 450 lugares.
Será nestes projectos que a EMEL aplicará parte substancial - 7,7 milhões de euros - do programa de investimentos de 30 milhões previstos para o quadriénio 2010-2013, o que dá cerca de 7,5 milhões de euros por ano.
"Habitualmente, o investimento é de cerca de 400 mil a 500 mil euros por ano, o que quer dizer que vamos dar um salto gigantesco neste capítulo", acredita António Júlio de Almeida.
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Comentários (39)
FM- A margem sul tem uma coisa muito boa, gente a pensar como eu e pouca gente a pensar como tu.
É normal que defendas a tua dama, afinal de contas és dai.
Mas a grande maioria das pessoas que não moram em lisboa mas tem de trabalhar lá pensa como eu.
Entrar pelos pontos de interesse que cada uma das margens do rio tem, é entrar pelo caminho errado, mas deixa-me que te diga que mesmo que me oferecessem uma casa em Lisboa, a 1ª coisa que fazia era aluga-la.
Não me vejo a viver fora da minha cidade.
Te garanto a ti que a margem norte do rio só tem uma coisa boa relativamente á margem sul... Empregos.
De resto... é ver-vos a passarem para a margem sul ao fim de semana e do qual não tenho nada contra.
Em Portugal e em todo o lado.
Tens de pagar para trabalhar?!? Se estás a utilizar um bem escasso, sim... isso é um custo. No final tens de fazer as contas saber se compensa. Agora se no teu emprego és tu que o tens de pagar, isso não é da culpa de ninguém que aqui está, nem do foro da CML e EMEL.
Já agora o porquê de insistir na praia? É a única coisa de jeito que existe desse lado?
Digo que ando de transportes.
Digo que quem realmente não tem dinheiro, vem de transportes porque nem para carro tem dinheiro.
Digo que optei por morar em Lisboa em vez de gastar 2h de transito 5 dias por semana, 11 meses por ano, mais combustível low-cost ou sem ser low-cost, portagens e manutenção do carro.
Digo que quem faz isto todos os dias e ainda compra um Smart para o efeito, dinheiro é algo que não se pode queixar.
Margem Sul, acho que já disseste tudo.
pena é não apanhares mais multas... tomas como teu um espaço que não é... e provavelmente nem são lugares de estacionamento... e ainda vens reclamar como um coitadinho, que pelos vistos não tens nada... a Margem Sul não é um deserto, mas a tua mentalidade é!
Eu não tenho de reclamar á Camara de Almada, não faço questão que paguem para vir para as praias.
Mas faço questão de não pagar quando vou para lisboa, para isso comprei um SMART e arranjo sempre alternativa sem ter de pagar, nem que paraisso tenha de pagar 2 ou 3 multas por ano, sai mais barato que pagar 10 € por dia em estacionamento. pago a portagem e já chega.
Acredito que seja pagar para ir trabalhar, mas isso pagamos todos. Eu também pago transportes para ir trabalhar. Agora muitas vezes é uma questão de fazer contas, definir prioridades, etc... de certeza que o ganho tem sido maior que o custo. O espaço de estacionamento em Lx é escasso, por vezes não chega para quem lá vive e que deveria ter direito de o usufruir (paga impostos para a CML). Como todo o bem escasso e apetecível, terá de ser cobrado, se não é o caos. E Lisboa oferece boa mobilidade interna, por isso menos uma razão para reclamar. Quando vens a Lisboa ver o teu glorioso, também pagas parque ou és daqueles que estaciona mal e ocupa todos os lugares disponíveis de quem vive nas redondezas? Quanto ao estacionamento na praia... reclama para a Câmara de Almada... a de Lisboa nada tem que ver com isso.
Estamos a falar de 3 meses em que não pagam estacionamento, e 1 mês em que não paga nem estacionamento nem portagens para lazer.
Estamos a falar de pagar para trabalhar. Pagar para viver, e não para uns banhos de sol.
Te garanto a ti que não vou a lisboa para mais nada, apenas para trabalhar.
Hoje em dia é um previlegio ter trabalho.
Morar perto do local de trabalho é um luxo. Se o meu trabalho fosse perto de casa "Almada" apenas punha os pés em Lisboa de 15 em 15 dias para ver o Glorioso.
Abraço
Eu por mim, que ponham portagens na ponte sempre e nas praias também. Conto pelos dedos das mãos as vezes que vou à praia na zona de Lisboa, nas que vou é para a margem sul, pago parque na praia que nem sequer tem transportes para lá (o que seria ridículo) e faço um trajecto mails longo pela Vasco da Gama por causa das filas das 25 Abril. Comparado com os 11 meses de trabalho no resto do ano, isso é igual a 0!
Acho que o discurso do coitadinho que vivo na margem sul ou noutro local da periferia de Lisboa serve a muito pouca gente (há excepções). Querem resolver o problema do trânsito... não tragam carros... trazem carros porque os transportes não são os suficientes... reclamem com as vossas câmaras, façam propostas de melhoramentos... mesmo assim não serve... se calhar o melhor é procurar outro local como residência... às vezes o barato sai caro!
FM, Felizmente a Zona onde vivo tem Metro de Superficie e autocarros para mobilidade interna e Comboio "Fertagus", autocarros e Barco que permite uma excelente mobilidade para fora do local onde vivo.. Te garanto que só vou de carro pela necessidade e não pelo comodismo, até porque não me dá gozo nenhum estar quase 2 horas diárias no transito.
Ainda assim sugiro que a Ponte seja paga no mês de Agosto e que os estacionamentos das praias sejam pagos durante todo o Verão. É tudo uma questão de Justiça, já que é devido aos automobilistas que se deslocam da Margem Norte para a Margem Sul que existem interminaveis filas de transito para entrar e sair das praias. Porque é que não veem de transportes para as Praias ????
Eu pago portagen todos os dias para me deslocar para Lisboa para trabalhar , por que é que ao contrario não acontece o mesmo "Agosto" ?
Podia ser que com a contribuição das pessoas de Lisboa e arredores que durante todo o Verão usufruem das praias da costa "a custo zero", fizessem da margem Sul mais do que um simples "deserto" como lhe chamam.
Reclamem com as vossas autarquias praias mais limpas e maiores areais. Desde a linha dos Estoril até a ericeira existem muitas praias a explorar.
Acredito que a EMEL abuse grandemente do poder que tem. Mas não será certamente a única. Falamos da EMEL e esquecemo-nos das outras empresas do género, noutros concelhos. Concelhos que, ao contrário de Lisboa, não têm Carris nem Metro mas, onde milhares de empresas se instalaram nas últimas 2 décadas. Experimentem ir de transportes para Carnaxide, Alfragide, Miraflores, etc. Se viverem nas Amoreiras é fácil, agora se viverem em S. Marcos, em Alverca ou no Barreiro, vão ver quanto tempo demoram e quanto custam os passes. E nestas periferias cheias de empresas com nomes sonantes, não há uma p*** de uma rua que não tenha parquímetros.
Margem Sul, a desculpa das horas ao sol não é desculpa pela razão que já dei. Se andas de carro o dia inteiro, deves entender o inferno que é andar em Lisboa de carro, isto porque toda a gente o faz, mesmo quando a necessidade é puro comodismo. Como o espaço é pouco, há que pagar por ele. Quem lá vive normalmente não paga. Raras são as pessoas que aqui comentaram que o que faz falta são bons meios de transporte... e isto não é dentro de Lisboa, mas sim fora. Mas reclamam com a CML por aumentar os parquímetros em vez de reclamarem com as suas câmaras, às quais pagam impostos, para melhorar os transportes internos e para Lisboa. Que tal criarem movimentos civis para o reclamarem junto das vossas câmaras em vez de virem para aqui reclamar?
Deixem esses ladrões e venham viver e trabalhar para a provincia. Aí em Lisboa, a CHULA, vão ser DEPENADOS.
Impressionante, estes gestores e governantes publicos. Só sabem subir preços, depois queixam-se. É como a Galp...
Não, o aumento das tarifas não vai servir para melhorar os transportes públicos. Comparar a rede de metro de Lisboa à de outras capitais europeias é uma piada. Os subúrbios, que é onde moram a maior parte das pessoas que se deslocam para Lisboa diariamente para trabalhar, não têm transportes públicos de acordo com os impostos que pagamos. Isto para não falar dos vencimentos dos administradores da EMEL. Devem de ser supra-inteligentes e mais ninguém tem capacidade de gestão como eles.
A diferença é que eu venho para Lisboa pela necessidade de trabalhar e não para umas horas de lazer ao sol.
Sou comercial e ando constantemente de carro, as despesas relativas ás minhas deslocações são pagas por mim. Terei de pagar para trabalhar???
Gostava de vir de comboio, demoraria 25 minutos a chegar ao trabalho e outros 25 minutos para regressar a casa, mas se cada vez que necessitasse do meu carro tivesse de voltar á margem sul para o ir buscar, passava 75% do meu dia metido no comboio.
Não me importo de pagar...mas não me roubem. Apenas quero trabalhar.
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