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A Católica Lisbon School of Economics sublinha que o segredo do seu sucesso é a interacção constante com os clientes.
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A Católica Lisbon School of Business & Economics aposta em formações flexíveis em termos de contéudos, docentes e horários, criando programas que respondem às necessidades das empresas.
Tradicionalmente, o ensino universitário mantinha uma distância considerável em relação à sociedade civil. Os professores controlavam totalmente os conteúdos das suas aulas e tendiam a não ter em qualquer consideração os interesses do mercado para o qual estavam a preparar os seus alunos.
"Daqui resultava, de facto, uma orientação no ensino pouco ajustada aos objectivos a que se deveria destinar", explica Luís Cardoso, coordenador da formação de executivos da Católica Lisbon School of Business & Economics. No entanto, acrescenta o professor, "esta situação tem vindo a evoluir consideravelmente, não só por uma mudança de mentalidades decorrente da internacionalização de professores e de alunos, mas também devido a uma grande elevação do nível de exigência, informação e sofisticação dos clientes, que desde logo nesta altura comparam a oferta formativa nacional com a internacional e sentem uma disponibilidade, nunca anteriormente existente, para se formarem no exterior, caso não sejamos capazes de oferecer soluções à altura".
Em reacção a esta maior exigência, tem-se notado um crescimento da oferta formativa orientada à medida das empresas. Tem-se assistido à criação de programas como maior flexibilidade tanto ao nível dos conteúdos leccionados, como do corpo docente, calendário e horários praticados.
"Esta é de facto uma evolução bem visível, não tanto em consequência directa da crise, mas sim de uma cultura de maior exigência e rigor", aponta Luís Cardoso que, no entanto, lembra que a procura pelos programas de inscrição aberta continua muita activa. "Uma das suas principais mais-valias reside na variedade de participantes e sectores de actividade representados, o que permite uma troca de experiências muito rica e a criação de redes de ‘networking' muito valiosas", defende o coordenador da formação de executivos da Católica-Lisbon, que regista uma divisão de quase exactamente 50% no número de participantes em cada uma das modalidades formativas.
Curso construídos com e para as empresas
Para se conseguirem construir programas de formação adequados às necessidades das empresas, é fundamental incluí-las no processo. Pedro Celeste, um dos professores envolvidos nos programas de formação para executivos da Católica-Lisbon, revela que esta relação começa com um ‘briefing' inicial sobre as necessidades da empresa, seguido de uma reunião intermédia com os responsáveis da mesma. "O objectivo é adaptar toda a nossa formação às necessidades da empresa mas sem ser intrusivos, sem nos querermos assumir como especialistas nas suas áreas de negócio, que não somos", afirma o professor.
Para os responsáveis da escola de negócios, é esta interacção constante com os seus clientes que tem levado ao seu sucesso. "A formação de executivos da Católica-Lisbon tem vindo a aumentar a sua actividade nos últimos anos", revela Luís Cardoso. O professor da Católica-Lisbon realça também: "Se considerarmos que os resultados do nosso trabalho podem ser avaliados em termos de fidelização de clientes, então podemos afirmar que há cerca de 30 empresas com que trabalhamos em estreita colaboração há vários anos e que têm continuado a reforçar esta parceria".
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