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Teixeira dos Santos garante que não será comprometida a escola e a saúde pública.
Ao mesmo tempo que defende com unhas e dentes a Saúde e a Educação públicas, o Governo de Sócrates faz os maiores cortes nos orçamentos sectoriais exactamente nestas duas pastas. Juntamente com Defesa e Segurança Social, a Educação sofre um corte superior a 10% no Orçamento do Estado para 2011. Já o ministério de Ana Jorge é o que mais sofre com cortes na despesa consolidada, passando dos 9,8 mil milhões de euros para os 8,5 mil milhões (menos 12,8%). Só o Sistema Nacional de Saúde sofre uma redução de 6,4%. Mesmo com tanta contenção, o ministro das Finanças reiterou na conferência de imprensa que os "cortes significativos em áreas significativas" da despesa não pretendem "comprometer" a saúde pública, o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública, nem a protecção social aos cidadãos.
Contenção orçamental é mesmo a palavra de ordem. Teixeira dos Santos não poupa ninguém e em tudo o que é possível cortar não hesita. A margem para novas medidas é quase nula. A linha geral passa pela manutenção de políticas já iniciadas e pela concretização de compromissos assumidos e repetidamente adiados.
Pastas como a da Saúde, da Defesa e da Administração Interna sofrem com os congelamentos previstos para as promoções na Função Pública. No ministério de Santos Silva vai haver mesmo redução de efectivos militares contratados e nas polícias o Governo não volta a falar em novas admissões previstas para 2011.
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