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O ex-ministro das Finanças, Eduardo Catroga, será o futuro presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP.
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Jorge Braga de Macedo e Ilídio Pinho farão também parte do Conselho Geral e de Supervisão.
Eduardo Catroga, o ex-ministro das Finanças do Governo de Cavaco Silva, irá presidir, a partir de Fevereiro, ao Conselho Geral e de Supervisão da EDP. A nomeação conta com o total apoio dos accionistas privados da eléctrica, incluindo a Three Gorges.
A Parpública, apesar de manter 3,7% do capital, depois de ter alienado em Dezembro 21,35% à empresa chinesa, optou por se abster neste processo. Este cargo foi até agora ocupado por António de Almeida, o qual já tinha feito saber ao Governo e aos privados que não pretendia continuar à frente do órgão que define a estratégica do grupo eléctrico e onde estão representados os accionistas com participações superiores a 2%. Até ao final da edição, não foi possível, no entanto, obter uma reacção de Eduardo Catroga.
O Diário Económico sabe também que Jorge Braga de Macedo e Ilídio Pinho integrarão o Conselho Geral e de Supervisão. Quanto à comissão executiva da EDP irá manter-se nas mãos de António Mexia, cuja recondução será confirmada na assembleia-geral extraordinária que terá lugar nas primeiras semanas de Fevereiro, depois de ter recebido também o aval do novo accionista de referência da empresa, a Three Gorges.
O grupo chinês, de acordo com um comunicado da EDP aos investidores, já pode exercer os direitos de voto relativos à participação de 21,35%, mas apenas em casos excepcionais, como um ataque hostil de um concorrente à empresa portuguesa. Nas restantes situações, terá de aguardar pela conclusão do processo de privatização, cabendo à Parpública o exercício da totalidade dos direitos de voto. A operação de compra está actualmente a ser analisada pelas autoridades de concorrência portuguesas, espanholas, brasileiras e norte-americanas.
A Three Gorges Corporation tem, até 30 de Junho, para efectuar o pagamento dos 21,35%o na EDP, no valor de 2,7 mil milhões de euros. Deste bolo, foi já paga uma prestação inicial de 600 milhões de euros no momento da celebração do contrato-promessa assinado na passada sexta-feira.
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