Comunidade
Os novos accionistas da EDP e da REN vão receber cerca de 140 milhões de euros em dividendos referentes ao ano de 2011.
Esta situação foi considerada pelo Bloco de Esquerda como um "desconto encapotado" que faz o Estado "perder milhões de euros". Vejamos então os factos. A China Three Gorges comprou 21,35% da EDP por 2,69 mil milhões de euros, o que implicou um prémio de 53,6% em relação ao preço de mercado no dia da operação, a 21 de Dezembro último. Também a State Grid, chinesa, pagou 387 milhões de euros por 25% da REN, pagando um prémio de 40% em relação à cotação de mercado a 1 de Fevereiro, dia da realização da operação. E a Oman Oil, árabe, pagou 205 milhões de euros por 15%, o que significou um prémio de 23% sobre o preço de mercado no dia da compra. Os compradores quando adquirem acções sabem que basta tê-las em seu poder até três dias antes da distribuição de dividendos para usufruírem do direito a esse encaixe e os vendedores também. Por isso, a posição do Estado fica perfeitamente justificada, uma vez que fez um bom negócio que, naturalmente, já tinha em conta o pagamento dos dividendos de 2011 aos novos accionistas. Não existe nenhum tratamento de favor, trata-se apenas de respeitar as regras que existem internacionalmente. É assim em qualquer outro país, tem de ser assim em Portugal.
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