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A solução está nos contratos com as centrais eléctricas.
O braço de ferro entre a EDP e o Governo, sobre o futuro dos contratos de manutenção do equilíbrio contratual (CMEC), deverá terminar até ao final do mês. No centro das negociações encontram-se as compensações financeiras que o grupo liderado por António Mexia recebe pelas suas barragens e pela central a carvão de Sines, provocando um forte impacto nas tarifas pagas pelos consumidores.
Pressionado pela ‘troika', que exige uma revisão deste mecanismo, o qual contou com o aval do anterior Governo, o Executivo de Passos Coelho não conseguiu convencer a EDP a abrir mão de um compromisso contratual, que no final do primeiro semestre, atingia 1.056 milhões de euros.
A validade jurídica destes contratos, que garantem à EDP uma receita estável e, cuja violação poderia comprometer o próprio processo de privatização actualmente em curso, obrigou as partes a procurarem soluções alternativas que ajudem a diminuir o peso dos CMEC no aumento das tarifas, já no próximo ano.
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