Mais Lidas
Especialistas dizem que situação das contas públicas e da maioria das empresas não permite subir salários em 2011.
Empresários e economistas são unânimes: o Estado está sem margem de manobra para dar aumentos aos funcionários públicos em 2011. E no sector privado, a situação não difere muito, mas a decisão deve ser vista caso a caso, consoante a situação da empresa.
Ontem, e tal como o Diário Económico avançou, o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) apresentou a sua proposta de aumento salarial de 2% (igual à inflação prevista para 2011) para a função pública, dando assim o pontapé de saída para o processo negocial com o Governo.
Entretanto, também a CGTP apresentou uma proposta de 3,5% para o sector público e privado. Ambas as propostas são vistas como exageradas pelos economistas e empresários - embora sejam das mais baixas dos últimos anos - , tendo em conta a meta de redução do défice de 7,3% para 4,6% em 2011 e a situação financeira da maioria das empresas.
"O Estado não pode dar aquilo que não tem. Estamos numa situação em que é preciso contenção", diz o presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva. O representante dos patrões lembra que, em 2009, "por razões eleitorais", o Governo "deu o que não podia, quando o país tinha um crescimento abaixo da média europeia". Saraiva referia-se à actualização de 2,9% na função pública.
Quanto ao sector privado, Saraiva diz que há sectores que poderão dar aumentos salariais em 2011, mas a generalidade do tecido empresarial, composto por pequenas e médias empresas "não tem capacidade para suportar aumentos dessa dimensão". "Tudo o que for acima de 1% é exagerado", diz.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
Acompanhe todas as notícias:
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





