Economico logo
Nova tecnologia exclusiva para utilizadores registados
Crise

Economistas da Católica avisam: défice vai derrapar

Margarida Peixoto  
03/01/12 07:20

enviar noticia
1 leitores

Estimativa do NECEP coloca o défice deste ano nos 6%, acima da meta de 4,5% definida com a ‘troika’.

As medidas de austeridade aprovadas para este ano poderão não ser, ainda assim, suficientes para atingir a meta de 4,5% para o défice orçamental, prometida ao País e às instituições internacionais. Os especialistas do Núcleo de Estudos de Conjuntura sobre a Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica estimam que o défice poderá ficar "próximo dos 6%" em 2012, revela um relatório a que o Diário Económico teve acesso.

"A projecção central do NECEP aponta para um défice próximo dos 6% do PIB, mesmo admitindo um ponto de partida ligeiramente mais favorável do que o apontado pelo Governo", lê-se no documento do NECEP, um núcleo de estudos coordenado pelo professor João Borges de Assunção, que é também assessor económico do Presidente da República.

Na opinião dos especialistas do NECEP, "o cumprimento da meta dos 4,5% dependerá da imposição de medidas adicionais de consolidação orçamental ou de novas receitas extraordinárias", frisa o estudo.

A explicar a discrepância entre as contas do NECEP e as do Governo está a avaliação do impacto das medidas de austeridade, tanto do lado da despesa, como do lado da receita. No que toca ao corte nos gastos, o relatório aponta para uma poupança entre 2,2% e 2,8% do PIB, enquanto o ministro das Finanças espera arrecadar 3,1% do PIB. O cepticismo da análise do NECEP reflecte "alguns dos riscos reconhecidos pelo Governo no relatório do OE/12, relacionados com as parcerias público-privadas, com o sector empresarial do Estado, com as entidades públicas reclassificadas e com o Serviço Nacional de Saúde", explica o documento.

Já do lado da receita, a principal diferença está na estimativa do montante arrecadado com o IVA, que o NECEP "calcula estar sobrestimado pelo Governo", adianta o relatório, acrescentando que o mesmo poderá estar a acontecer com o "impacto da revisão dos benefícios fiscais". Feitas as contas, os especialistas da Católica não acreditam num impacto das medidas do lado da receita superior a 1,5%. Contabilizando receita e despesa, a divergência face aos números do Governo é de cerca de 2,5 mil milhões de euros, configurando "um cenário obviamente preocupante", lê-se no relatório. Mais: o estudo frisa que "é evidente a intenção do Governo em proceder a uma forte consolidação das contas públicas"; contudo, esta "poderá ser demasiado violenta e a probabilidade de sucesso da mesma, face às metas estabelecidas, é questionável".


Conteúdo exclusivo para assinantes do Económico.

Ainda não é assinante?

Garanta e acompanhe toda a informação do Diário Económico, actual, rigorosa e independente.
Escolha a modalidade que mais se adapta às suas necessidades.

SUBSCREVA JÁ!



Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".

Publicidade

Collapse

Bolsa

Close
-
PSI 20
-
FTSE 100
-
DAX 30
-
CAC 40
-
SMI
-
AEX 25
-
IBEX 35
-
DOW JONES
-
NASDAQ
-
BOVESPA

Acções do PSI 20

-
-
ALTRI
-
-
JERON. M.
-
-
BPI
-
-
MOTA EN.
-
-
BANIF
-
-
PORTUC.
-
-
BCP
-
-
PT TELEC.
-
-
BES
-
-
REN
-
-
BRISA
-
-
SEMAPA
-
-
CIMPOR
-
-
SONAE IN.
-
-
EDP EN.
-
-
SONAE
-
-
EDP REN.
-
-
SONAECOM
-
-
GALP
-
-
ZON
Feed com delay de 15 minutos
MyTable
Collapse

Económico Digital

Close
Económico Investidor